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Lucro líquido da CPFL Renováveis cresce 27,6% no 3º trimestre e vai a R$ 121 mi

8 nov 2018
19h04
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A CPFL Energias Renováveis registrou um lucro líquido de R$ 121 milhões no terceiro trimestre de 2018, montante recorde para a companhia e 27,6% maior ante o resultado do mesmo período de 2017. Com isso, no acumulado em nove meses, a companhia somou lucro de R$ 11,98 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 31,59 milhões anotado em igual etapa de 2017.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 426,8 milhões, alta de 4,7% frente o reportado no terceiro trimestre de 2017. A margem Ebitda, porém, ficou em 68,7%, 1,1 ponto porcentual abaixo do verificado um ano antes. Em 2018 até setembro, o Ebitda totalizou R$ 910,337 milhões, o que corresponde a um aumento de 5%. A Margem Ebitda ficou em 64,1%, alta de 0,7 p.p.

Entre julho e setembro, a receita líquida da companhia de energia renovável alcançou os R$ 621,7 milhões, 6,3% acima do verificado nos mesmos meses de 2017. De janeiro a setembro, a receita líquida cresceu 3,8% na comparação anual, para R$ 1,42 bilhão.

O aumento da receita trimestral foi influenciado pelo crescimento da geração de energia, que totalizou 2.130 GWh, 2,9% a mais que o verificado nos mesmos meses do ano passado. Além da produção maior, a companhia também se beneficiou do maior volume de energia descontratado por meio do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD), e vendido no mercado livre, que é de 131 MW médios em 2018, ante os 91,2 MW médios no terceiro trimestre de 2017. A CPFL Renováveis salientou que houve uma maior receita da fonte de biomassa, que gerou 1,5% mais (6 GWh) por conta principalmente da antecipação da safra da usina de Bio Formosa, do ganho de eficiência com geração com bagaço armazenado e da maior disponibilidade das usinas.

Por outro lado, o custo de geração de energia aumentou 17,9%, ou R$ 23,9 milhões, somando R$ 157 milhões. O aumento foi impulsionado pela maior despesa com compra de energia, decorrente principalmente do impacto com o risco hidrológico (GSF), que sozinho respondeu por cerca de R$ 12,5 milhões. Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o diretor Financeiro e de Relação com Investidores da CPFL Renováveis, Alessandro Gregori, salientou que mesmo com o impacto negativo da fonte hidráulica foi mais que compensado pela maior geração eólica e pelos benefícios do MCSD. Entre julho e setembro, 70% da energia produzida foi proveniente dos parques eólicos da companhia.

Estadão Conteúdo

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