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Líderes da Câmara avaliam que liberar FGTS pode minimizar efeitos da crise

O governo quer permitir que trabalhadores saquem até 35% dos recursos de suas contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

17 jul 2019
15h51
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BRASÍLIA - O plano do governo de liberar saques do FGTS pode ser uma ferramenta para minimizar os efeitos da crise econômica do País, avaliam líderes da Câmara. A ideia da equipe econômica foi revelada pelo Estadão/Broadcast nesta terça-feira.

Para o líder do MDB, Baleia Rossi (SP), a iniciativa é boa e já deu resultado no governo anterior. "É algo que diminuiu um pouco os efeitos da crise. No entanto, precisamos fazer mais. Aprovar a reforma tributária para gerar mais empregos e renda por meio da simplificação do sistema", disse.

Como o Estadão/Broadcast revelou, o Ministério da Economia deve permitir que os trabalhadores saquem até 35% dos recursos de suas contas ativas (dos contratos de trabalho atuais) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa do governo é que a medida injete até R$ 42 bilhões na economia.

O líder do Podemos, José Nelto, acredita que o governo deveria liberar uma porcentagem maior do que a atualmente estudada. "Acho que é pouco, deveria ser maior do que 35%. Temer fez isso e deu certo. É a saída? Não. Mas em um momento de crise como esse é o remédio", disse. A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), considerou a medida "uma boa notícia".

Uma das ideias do governo é autorizar os saques na seguinte proporção: quem tem até R$ 5 mil no fundo, poderia pegar 35% do saldo; trabalhadores com até R$ 10 mil no FGTS teriam autorização para sacar 30%. Ainda se discutia qual parcela terá direito quem tem entre R$ 10 mil e R$ 50 mil no FGTS, mas o porcentual não foi definido. Acima de R$ 50 mil, o trabalhador só poderia sacar 10% do saldo total.

Estadão
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