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Libra cai em dia de votações sobre Brexit e dólar se fortalece com cautela

14 mar 2019
19h01
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A libra oscilou durante o pregão, mas chegou ao fim da tarde desta quinta-feira, 14, em queda, após várias votações no Parlamento do Reino Unido sobre o processo de saída do país da União Europeia, o Brexit. Além disso, o dólar se fortaleceu em geral, em dia de cautela com incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e com investidores de olho também em dados da potência asiática.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 111,72 ienes, o euro recuava a US$ 1,1305 e a libra tinha queda a US$ 1,3226.

A Câmara dos Comuns britânica votou para solicitar à premiê Theresa May que peça mais prazo à UE no diálogo para o Brexit. Embora o quadro ainda seja de incertezas sobre o tema, a primeira-ministra ganhou algum fôlego para tentar evitar uma saída sem qualquer acordo, a alternativa que penalizaria mais a economia local. Em meio ao noticiário de Londres, a libra oscilou, com viés negativo, terminando o dia em baixa.

Além disso, o dólar foi apoiado por dúvidas sobre o comércio EUA-China, em meio a relatos de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping não devem se reunir neste mês. À tarde, o secretário de Tesouro americano, Steven Mnuchin, confirmou que esse encontro da dupla não deve ocorrer ainda em março, mas também se disse otimista com a evolução das conversas.

Na China, a produção industrial avançou 5,3% no primeiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado, frustrando a previsão de alta de 5,5% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já as vendas no varejo avançaram 8,2% na mesma comparação, como esperado.

Entre as moedas emergentes e commodities, o peso argentino se fortaleceu, após o governo da Argentina anunciar que fará leilões de um total de US$ 9,6 bilhões a partir de abril. Já na agenda de indicadores, o índice de preços ao consumidor do país subiu 3,8% em fevereiro ante janeiro e superou a previsão de 3,4% dos analistas ouvidos pela Trading Economics. Na comparação anual, a inflação argentina chegou a 51,3% em fevereiro.

Estadão

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