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Juros rondam estabilidade, com viés de alta, de olho em dólar e pouca liquidez

16 jan 2019
10h35
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Os juros futuros mostram oscilação limitada, com viés de alta na manhã desta quarta-feira, 16, em meio a pouca liquidez e a falta de notícia consistente sobre como será a reforma da Previdência. No exterior, os ativos financeiros operam sem direção única, com dólar misto ante outras moedas emergentes e ligadas a commodities e agenda fraca. Na terça, as taxas futuras fecharam em alta.

Na agenda do dia as atenções estarão na votação da moção de desconfiança contra o governo da primeira-ministra britânica, Theresa May (17 horas, de Brasília), após sua derrota histórica na terça no Parlamento diante da rejeição ao seu acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, marcada para 29 de março.

Mais cedo, foi divulgado o IGP-10 de janeiro, que mostrou deflação maior do que a esperada, mas o dado não pesa nos juros mais curtos uma vez que o mercado precifica bem um cenário tranquilo de inflação com Selic estável a 6,50% por várias reuniões do Copom.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) recuou 0,26% em janeiro, após a queda de 1,23% registrada em dezembro do ano passado, uma deflação bem maior do que a mediana negativa de 0,05% calculada pelo Projeções Broadcast. O resultado de janeiro veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde uma queda de 0,50% a um avanço de 0,07%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou 0,08 ponto porcentual na segunda quadrissemana de janeiro, atingindo 0,52%, após marcar 0,44% de alta na primeira medição do mês.

Sobre a reforma da Previdência, o futuro líder do governo na Câmara, deputado federal eleito Major Vitor Hugo (PSL-GO) afirmou na manhã desta quarta, em entrevista à rádio CBN, que a percepção da sociedade é de que a reforma da Previdência é inadiável. Segundo ele, há a "possibilidade de aproveitamento de itens da reforma da Previdência de Temer, dentre as várias possibilidades". "Isso facilita o trâmite", disse.

O rascunho da reforma da Previdência deve ser apresentado ao presidente Jair Bolsonaro até o próximo domingo, 20, mas o presidente só deve dar o seu aval para que a proposta seja levada à Câmara depois de sua viagem ao Fórum Econômico Mundial, na próxima semana. E o Congresso retorna do recesso e tem as eleições para presidentes da Câmara e do Senado no próximo dia 1º de fevereiro.

Às 9h52, o DI para janeiro de 2020 estava em 6,615%, de 6,60% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021 subia a 7,46%, ante 7,43% do ajuste de terça. O DI para janeiro de 2023 estava em 8,51%, de 8,50% do ajuste de terça. E o DI para janeiro de 2025 tinha viés de alta a 9,02%, ante 9,00% no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista caía 0,27%, a R$ 3,7192, enquanto o dólar futuro de fevereiro, mais negociado, subia 0,04%, a R$ 3,7210. Na prática, os sinais mistos do dólar decorrem apenas de ajustes ao fechamento do dia anterior, quando o dólar à vista fechou a R$ 3,7293, acima do valor do dólar fevereiro, a R$ 3,7195.

Estadão
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