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Juros futuros viram para baixo com desaceleração do dólar

11 jul 2018
10h21
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Os juros futuros passaram a mostrar viés de baixa, na esteira da desaceleração da alta do dólar ante o real. No começo da sessão, as taxas de juros foram pressionadas para cima pela firme valorização generalizada da moeda americana no exterior e frente o real, diante da retomada da aversão ao risco. Os Estados Unidos anunciaram ontem à noite planos de tarifar em 10% mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, cujo prazo para contestações pelos importadores americanos termina em 30 de agosto. O ministério de Comércio chinês respondeu que "será forçado a impor contramedidas necessárias para proteger seus próprios interesses". Durante a sessão, os agentes devem monitorar o plenário do Congresso. À tarde, haverá sessão deliberativa para apreciar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019. Um projeto de lei complementar que abre caminho para a criação de 300 municípios entrou também na pauta de votação de hoje, na Câmara, em regime de urgência. A equipe econômica disparou nos últimos dias alertas a lideranças políticas para barrar a aprovação desse projeto, porque há risco no desmembramento dos municípios para as contas públicas. Na esfera eleitoral, o "Centrão", grupo formado por DEM, Solidariedade, PRB e PP, também se reúne no início da tarde para tentar definir sobre qual candidatura presidencial irá apoiar. Às 9h43, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 indicava 8,09%, ante máxima em 8,21%, de 8,12% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava a 9,05%, após máxima em 9,18%, ante 9,09% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 0,46%, a R$ 3,8205, enquanto o dólar futuro de agosto estava em alta de 0,07%, aos R$ 3,8285. Hoje, a Petrobras anunciou outro aumento de preços da gasolina. O preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, que entra em vigor amanhã (12), será de R$ 2,0527, indicando alta de 0,78% ante o atual de R$ 2,0369. O preço do diesel, por sua vez, segue inalterado desde o dia 1º de junho em R$ 2,0316. A redução do preço do combustível foi uma das reivindicações dos caminhoneiros na greve feita no fim de maio. Em consequência dessa paralisação, que resultou em bloqueios de estradas por todo o Brasil por 11 dias, a produção industrial do País recuou em 14 dos 15 locais pesquisados, na passagem de abril para maio, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional divulgada mais cedo pelo IBGE. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a alta para 0,41% na primeira prévia de julho, após ter aumentado 1,50% na primeira prévia de junho ainda sob efeito da greve de caminhoneiros. Com o resultado, o índice acumulou alta de 5,82% no ano e avanço de 8,13% em 12 meses. Mas a inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,89% no primeiro trimestre deste ano para 2,30% no segundo trimestre e acumulou avanço de 5,14% em 12 meses.

Estadão Conteúdo

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