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Juros futuros fecham perto da estabilidade mesmo com dólar em baixa

3 jan 2019
19h20
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Depois de uma quarta-feira marcada pela queda em toda a curva, nesta quinta-feira, 3, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) oscilaram em ligeira alta em boa parte do dia e terminaram a sessão próximas aos ajustes anteriores. A nova queda do dólar, agora ao nível dos R$ 3,75, desta vez não induziu o recuo das taxas, uma vez que o espaço para redução de prêmios é reduzido, mesmo nos vencimentos mais longos, afirmam os profissionais do mercado.

Ao final da sessão estendida, o DI com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,50%, ante 6,45% do ajuste de quarta. O contrato para janeiro de 2021 projetou 7,24%, ante 7,22% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de janeiro/23 ficou em 8,38%, de 8,39%. No contrato de janeiro de 2025, a taxa foi de 8,97% para 8,96%. A liquidez foi maior em relação à véspera e o DI de janeiro/21 teve 172.014 contratos negociados.

"O juro local vem de movimentos muito fortes, mas já chegamos a níveis bastante baixos, com poucos prêmios. O pré já não tem mais esse 'appeal', que agora creio que esteja nos mercados de ações e câmbio, que estavam atrasados", disse Maurício Patini, da Absolute Invest. Segundo ele, ainda haverá espaço para oportunidades nos juros, embora com intervalos menores, "a não ser que haja uma discussão grande sobre juro real", afirmou.

O bom humor com o cenário doméstico seguiu no pano de fundo para os negócios, mas trouxe poucas novidades para o investidor da renda fixa. Nos Estados Unidos, as atenções estão firmes em importantes indicadores do aquecimento econômico local. Hoje foram divulgados os dados da pesquisa ADP de emprego, que mostrou criação de vagas bem acima do esperado pelos analistas. Por outro lado, o índice ISM da indústria veio abaixo do esperado, recuando para o menor nível em dois anos.

"Apesar do mercado de trabalho ainda aparentemente aquecido, vão se acumulando sinais de perda de fôlego da economia norte-americana. Uma desaceleração para este ano já é consensual, dado o crescimento forte e acima do potencial registrado em 2018, mas o ritmo desta piora ainda é incerto. Tal possibilidade já está no radar da autoridade monetária, o que deve conter o tamanho do ajuste nos juros neste ano, situação que favorece um dólar menos fortalecido em termos globais", disse em relatório Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

Estadão
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