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Juros futurOs fecham em baixa com queda do dólar e volta de otimismo com reforma

29 jan 2019
19h22
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As taxas futuras de juros negociadas na B3 fecharam em queda em toda a curva nesta terça-feira, 29, refletindo o ambiente de queda do dólar e de retomada da confiança do investidor no avanço da reforma da Previdência. Passados os primeiros movimentos de mercado após o desastre da Vale em Brumadinho (MG), os investidores voltaram a acompanhar o cenário político e retomaram o tom otimista, com expectativa de que a proposta seja apresentada na primeira quinzena de fevereiro.

Ao final dos negócios na etapa estendida, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,46%, ante 6,48% do ajuste de segunda. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,14%, de 7,20% do ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2023 fechou a 8,30%, ante 8,36%. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 8,83%, de 8,92%.

"Com menor impacto da Vale no cenário, o mercado retomou a percepção de que o cenário permanece positivo. Não há fatos novos concretos, mas também não há novos ruídos. A percepção é de que o governo caminha para entendimentos no Congresso. As negociações na Câmara e no Senado mostram que o governo evolui para a composição de consensos", disse Rogério Braga, diretor de gestão de renda fixa e multimercados da Quantitas Asset.

Braga citou ainda as negociações torno da permanência do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara, que sinalizam consenso entre governo e parlamentares, contribuindo para a tramitação mais célere das reformas. Mais cedo, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse ver Maia como um "bom nome". Na segunda, Maia fechou acordo com o MDB, o PP e o PTB, ampliando assim seu escopo de apoio para a recondução do cargo. Aliados do parlamentar acreditam que ele tem chances reais de vencer no primeiro turno.

Já o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse à tarde acreditar que o processo de elaboração da reforma da Previdência está sendo bem conduzido, porque se trata da mesma equipe do governo anterior, acrescida de novos nomes. "Todo mundo do governo passado e do novo tem enfatizado a necessidade da reforma da Previdência. O secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, é um político extremamente habilidoso. Segundo Mansueto, Marinho já está se encontrando com deputados, senadores e governadores e estaria mapeando os pontos mais ou menos polêmicos da proposta.

Para esta quarta-feira, o destaque interno ficará por conta do IGP-M de janeiro. No exterior, as atenções se concentram na reunião de política monetária do Federal Reserve, que decidirá sobre as taxas básicas de juros americanas e poderá sinalizar os próximos passos da autoridade monetária acerca das taxas no futuro próximo.

Estadão

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