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JBS: exportação de carne rendeu US$ 3,6 bilhões no 3tri19

14 nov 2019
12h52
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No terceiro trimestre de 2019, as exportações consolidadas foram responsáveis pelo faturamento de US$ 3,6 bilhões da JBS, estimou o vice-presidente e diretor de Relações com Investidores, Guilherme Cavalcanti, em teleconferência com analistas. O continente asiático correspondeu, sozinho, a 49,3% do total dos embarques. "A grande China alcançou 28% de participação, quando era 25% no segundo trimestre do ano", comenta o executivo.

O CEO da JBS USA, André Nogueira, ressalta que, além da demanda asiática por carnes causada pelo surto de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), é possível observar uma mudança no preparo e consumo de 'beef' pela população chinesa e, para ele, essa mudança chegou para ficar.

Com base nisso, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirma que a companhia está investimento muito para construir uma distribuição robusta de seus produtos na China, que vai da cobertura de food service ao varejo. "Se aparecer uma oportunidade de aquisição no país, nós podemos avaliar, mas não está no foco agora", pontua.

Sobre a autorização da China para compra de carne de frango dos Estados Unidos, anunciada hoje, Tomazoni acredita que a medida não deve trazer prejuízo para as negociações de proteína animal do Brasil. O Departamento de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou nesta quinta-feira que suspendeu a proibição de importação de carne de aves dos Estados Unidos. A medida tem efeito imediato e os produtos avícolas norte-americanos que atendem à regulamentação chinesa podem entrar no país, informou o GACC. A proibição estava em vigor desde 2015, quando foram registrados surtos de gripe aviária nos EUA.

Frango

O crescimento nas exportações de carne bovina e suína do Brasil abriu espaço para frango no mercado doméstico, avalia o presidente da JBS América do Sul, Wesley Batista Filho. Em teleconferência com analistas para comentar resultados trimestrais, ele destacou que as perspectivas para o ano que vem ainda dependem da safra de grãos. "Precisamos entender a safrinha e as informações, como vão vir", diz.

Ainda em relação ao Brasil, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, ressalta que há oportunidade para crescimento da Seara no País. No terceiro trimestre de 2019, a receita líquida da Seara totalizou R$ 5,4 bilhões, um crescimento de 7,4% em relação ao registrado um ano antes, resultado de um aumento de 9,9% dos preços de venda e de uma redução de 2,3% do volume total comercializado.

No mercado interno, a receita líquida cresceu 6,9%, totalizando R$ 2,7 bilhões, em virtude de um aumento de 8,6% no preço médio de vendas na variação anual, com volumes 1,5% menores. Já a categoria de produtos processados registrou avanço em volume e preços, de 4,1% e 6,3%, respectivamente.

No mercado externo, a receita líquida somou R$ 2,6 bilhões, um crescimento de 8%, por causa de um aumento de 11,3% do preço médio de vendas e de uma redução de 3% do volume exportado, resultante de uma queda de 6,6% do volume de carne de frango. Carne suína, por sua vez, registrou um expressivo aumento de 19% no volume exportado e de 35,3% no preço médio de venda em reais. Vale ressaltar que as vendas de frango e carne suína da Seara para a China registraram crescimento da receita em dólar de 46%.

Na área de bovinos, a companhia continua otimista com a geração de margens positivas, mesmo mediante os sucessivos aumentos no preço do gado, destacaram os executivos na teleconferência.

Suíno

O CEO da JBS USA, André Nogueira, afirmou que houve um movimento forte de preços no mercado norte-americano de suínos nas últimas três semanas, em meio ao pico de produção. "Para o ano que vem, a produção de suínos continuará forte e esperamos aumento de preços para a proteína", estimou o executivo em teleconferência com analistas para comentar os resultados trimestrais da empresa.

Nesta quinta-feira, a JBS informou que, considerando os resultados em IFRS e reais, no terceiro trimestre de 2019 a JBS USA Pork registrou uma receita líquida de R$ 6 bilhões, aumento de 8,8% em relação ao igual período do ano anterior e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 702,9 milhões, com margem de 11,7%. Tais resultados incluem o efeito da ligeira desvalorização de 0,4% do câmbio médio (do real ante o dólar), que passou de R$ 3,96 para R$ 3,97 no período.

O volume de exportações da indústria americana apresentou crescimento de 16,8% em volume em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com destaque para a demanda de carne suína pela China que apresentou evolução significativa de volumes, apesar das altas tarifas impostas pelo governo chinês na importação de carne suína dos Estados Unidos. "Buscando maximizar oportunidades de exportação, a JBS USA Pork anunciou que pretende eliminar a partir de janeiro de 2020 o uso de ractopamina de sua cadeia de suprimentos", informou a empresa.

Estadão
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