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JBS avalia aquisições e listagem nos EUA após resultado forte no 2º tri

15 ago 2019 - 12h36
(atualizado às 13h07)
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A JBS avaliará aquisições para aproveitar ao máximo as oportunidades nos mercados de exportação, mas apenas nas regiões onde já opera para garantir sinergias entre os negócios existentes.

Funcionário da JBS empacota carne 
19/12/2017
REUTERS/Paulo Whitaker
Funcionário da JBS empacota carne 19/12/2017 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Em teleconferência para comentar os resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira, o presidente-executivo, Gilberto Tomazoni, disse que a companhia avaliará aquisições mantendo uma "disciplina financeira" depois de dois anos trabalhando para reduzir dívida e custo de capital.

A empresa, que opera em quatro continentes, divulgou na noite de quarta-feira fortes resultados de segundo trimestre, impulsionados por demanda na Ásia, recuperação de margens na divisão de alimentos processados Seara e força nas operações de carne suína e de frango nos EUA.

As ações da JBS subiam mais de 7% às 12h22, enquanto o Ibovespa mostrava queda de 0,7 por cento.

A JBS, que gera 25% da receita com mercados de exportação e tem forte presença nos Estados Unidos, está retomando planos para uma listagem de ações em Nova York para levantar recursos para financiar seu crescimento, disse Tomazoni.

Os planos para listar as ações nos EUA foram deixados de lado após delações em 2017 dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da empresa, no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

"Estou muito otimista com o futuro da empresa. O ciclo da indústria é positivo e a JBS está em seu melhor momento na história", disse Tomazoni. "Uma listagem nos EUA criará um veículo forte para impulsionar o crescimento."

A recente aquisição de uma processadora de carne suína no Brasil é um bom exemplo de uma compra que tem sinergia com os negócios existentes, disse Tomazoni, acrescentando que qualquer aquisição futura teria o mesmo raciocínio.

Como parte dos esforços contínuos para melhorar o perfil de dívida, a JBS vai usar 300 milhões de dólares gerados em suas operações nos EUA para amortizar dívidas como parte de um acordo com bancos brasileiros.

Esse pagamento será feito em setembro, disse o vice-presidente financeiro, Guilherme Cavalcanti, e ajudará a JBS a liberar garantias e acessar linhas de crédito maiores e mais baratas.

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