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Itaú revisa estimativas e agora prevê Selic inalterada em 6,50% em 2019 e mais crescimento

9 nov 2018
15h11
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A Selic deve permanecer inalterada não só no encontro de política monetária de dezembro, segundo mostram as apostas majoritárias no mercado de juros, como também em todo o ano de 2019, avaliou o banco Itaú Unibanco em novas projeções macroeconômicas divulgadas nesta sexta-feira.

Agência do Itaú no Rio de Janeiro
05/02/2018
REUTERS/Sergio Moraes
Agência do Itaú no Rio de Janeiro 05/02/2018 REUTERS/Sergio Moraes
Foto: Reuters

A instituição elevou suas estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto no próximo ano e ainda reduziu as contas para a inflação oficial e déficit primário. A aposta para a taxa de câmbio também ficou menor, mas em 2018.

"Dado o excesso de capacidade na economia, a visão do Copom de que os riscos para a inflação são menos assimétricos e suas previsões próximas do alvo para nos próximos anos, acreditamos que a política monetária pode estar em curso para hibernar no nível atual por algum tempo - salvo choques imprevistos", escreveu a equipe de economistas liderada por Mario Mesquita.

Agora, o banco prevê que a Selic subirá para 8 por cento apenas em 2020, ao invés do segundo semestre do ano que vem, como previa antes.

Para o PIB, a previsão do Itaú Unibanco é de um avanço mais rápido em 2019, de 2,50 por cento, de 2 por cento antes, sustentado por condições financeiras mais expansivas, embora os economistas tenham ponderado que esse cenário melhor depende da aprovação de reformas estruturais pelo Congresso.

O IPCA, o índice que baliza a meta perseguida pelo Banco Central, teve sua previsão para 2019 revisada para 4,2 por cento, de 4,3 por cento antes, bem perto do centro da meta de 4,25 por cento ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A previsão para o déficit primário caiu para 1,3 por cento do PIB no próximo ano, de 1,5 por cento, em meio à expectativa de receitas extraordinárias. "Entretanto, a sustentabilidade da dívida vai exigir progressos nas reformas que reduzam os gastos fixos, como a reforma da Previdência", insistiu a instituição.

Já no caso do dólar, o banco reduziu a 3,75 reais o dólar no final deste ano, de 3,90 reais antes, "refletindo a percepção do mercado de menores incertezas rondando a implementação de reformas". Em 2019, no entanto, a instituição manteve o nível de 3,90 reais anteriormente previsto.

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