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Investidores estrangeiros estão gradualmente recompondo suas posições no Brasil, diz técnico do BC

25 nov 2020
12h55
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Os investidores estrangeiros estão gradualmente recompondo suas posições no Brasil, afirmou nesta quarta-feira o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, ao comentar os ingressos observados neste mês até o dia 20.

02/09/2020
REUTERS/Adriano Machado
02/09/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Enquanto em ações e fundos de investimento houve entrada de 4,87 bilhões de dólares no período, em títulos de dívida o ingresso foi de 1,264 bilhão de dólares.

Em outubro, os dados também ficaram positivos: 2,799 bilhões de dólares em ações e fundos de investimento e 2,671 bilhões de dólares em títulos de dívida.

"Em todos os meses de junho até outubro, e também novembro se a parcial se confirmar, já são seis meses de ingressos todos os meses", disse Rocha, sobre o resultado líquido do investimento em carteira negociado no mercado doméstico.

"Eu qualificaria dizendo que os investidores estrangeiros estão recompondo suas posições e sua exposição ao país", acrescentou ele, frisando que essa recomposição ainda é parcial, já que só de fevereiro a março houve saída de 35 bilhões de dólares do país.

De acordo com a nota do setor externo divulgada nesta quarta-feira pelo BC, no acumulado do ano até outubro o país ainda registra saída de 21,603 bilhões de dólares, sendo 17,659 bilhões de dólares em ações e fundos de investimento e 3,944 bilhões de dólares em títulos de dívida.

Na véspera, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse ver "cabo de guerra muito grande" nas compras e vendas na bolsa brasileira entre investidores locais e estrangeiros, com compra feita por locais institucionais e venda liderada por estrangeiros.

Mais uma vez, Campos Neto destacou a importância da credibilidade fiscal para os investidores internacionais voltarem a fazer aportes no país.

"É importante que fluxo de estrangeiros em equity volte para o Brasil, a gente já viu um pouco nas últimas semanas de entrada, e eu acho que, fazendo trabalho de credibilidade bem-feito, tem bastante dinheiro aí para voltar."

MOVIMENTO DE CÂMBIO

Nesta quarta-feira, o BC também divulgou suas parciais para o mercado de câmbio, que mostraram ingresso líquido de 1,2 bilhão de dólares até o dia 20 de novembro, sendo 5,7 bilhões de dólares no saldo financeiro, com participação "importante" dos fluxos de portfólio, de mais de 6 bilhões de dólares, disse Rocha. Já o saldo comercial ficou negativo em 4,5 bilhões de dólares.

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