PUBLICIDADE

Instituições financeiras são engrenagens na defesa do clima

Abrir caminho para ações de descarbonização e adaptação à mudança do clima tornou-se algo urgente nas corporações.

13 dez 2021 06h30
ver comentários
Publicidade
O sistema financeiro tem o privilégio de agir como um agente importante para a economia de baixo carbono
O sistema financeiro tem o privilégio de agir como um agente importante para a economia de baixo carbono
Foto: Iván Tamás / Pixabay

Até 2025, os impactos negativos da mudança mundial do clima podem chegar a US$ 1,7 trilhão por ano, segundo projeções de especialistas. No ano passado, o Fórum Econômico Mundial em Davos incluiu pela primeira vez a mudança climática como parte dos maiores riscos globais, posicionando a mudança do clima como um assunto tão importante quanto os já tradicionais riscos corporativos. 

Trata-se de uma clara demonstração sobre como o mundo corporativo está atento às questões climáticas.

Desta forma, além de fortalecer a agenda ESG (meio ambiental, social e governança), abrir caminho para ações de descarbonização e adaptação à mudança do clima tornou-se algo necessário e urgente nas grandes corporações empresariais.

O sistema financeiro é um setor que pode exercer papel fundamental nessa questão e tem o privilégio de agir como um agente importante para a economia de baixo carbono. Tem em mãos a possibilidade de direcionar recursos para o caminho de resiliência ao clima e incentivar o movimento para o planejamento climático de seus clientes e fornecedores

O exemplo claro dessa dinâmica são as novas regulamentações do Banco Central (BC), publicadas em setembro de 2021, que versam sobre os riscos climáticos e colocaram, de maneira definitiva, a agenda ESG e a mudança climática na pauta dos bancos.

Atualmente, os principais bancos brasileiros já reportam as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e muitas das organizações seguem as recomendações do Task Force on Climate Related Financial Disclosures (TCFD). 

Porém, ainda há grandes desafios a serem superados, tais como: inserir o risco climático na estratégia da instituição; influenciar clientes e fornecedores; implantar uma governança e uma estrutura que atendam os requisitos de todas as regulamentações; divulgar informações consistentes, compreensíveis e comparáveis; comunicar de forma clara e transparente as ações.

A preservação do planeta é determinante para a sobrevivência de todos e todas nós. Para isso é necessário direcionar recursos e forças para ações que tenham como objetivo a sustentabilidade. Mais do que nunca, empresas preocupadas apenas com o lucro colocam a própria credibilidade em risco ou mesmo estão fadadas ao fracasso. As novas gerações agradecem nossa preocupação e o nosso esforço nesse sentido.

(*) Regis Borges e Camila Chabar são, respectivamente, gerente sênior e gerente de serviços para Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da EY.

Homework Homework
Publicidade
Publicidade