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Instabilidades regulatória e política dificultam investimento de longo prazo, diz BNDES

18 set 2017
18h40
atualizado às 19h10
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A instabilidade dos marcos regulatórios para investimento de longo prazo é o que mais dificulta a demanda por crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse nesta segunda-feira Carlos da Costa, diretor de planejamento e pesquisa da instituição.

Logo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na sede do banco no Rio de Janeiro
06/09/2017
REUTERS/Pilar Olivares
Logo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na sede do banco no Rio de Janeiro 06/09/2017 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

"Temos grandes espaços para o Brasil voltar a crescer... Mas investimento de longo prazo requer marco regulatório claro e estabilidade política", afirmou Costa durante evento da associação de fabricantes de máquinas e equipamentos (Abimaq) em São Paulo.

Entre as questões que demandam atenção, ele citou burocracia para abertura de empresa no país. Em 2014, o Brasil ocupava a 123ª posição em amostra de 128 países, com base no Global Innovation Index, destacou o diretor do banco.

Os desembolsos do BNDES no ano até julho acumularam queda de 17 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 40,2 bilhões de reais. As etapas anteriores às do desembolso efetivo também mostraram queda. As consultas tiveram recuo de 12 por cento, enquanto os enquadramentos recuaram 14 por cento, e as aprovações foram 18 por cento menores.

Costa acrescentou que o banco também está atento a pequenas e médias empresas com potencial de se tornarem "as unicórnios do futuro", em referência a empresas de tecnologia com potencial para se tornarem empresas altamente valorizadas pelo mercado.

"Hoje o Brasil tem três startups unicórnios e o BNDES apoiou todas elas", disse o diretor, citando as produtoras de software Linx e Totvs e a produtora de soluções para automação de varejo Bematech, adquirida pela Totvs. "Temos que deixar de ser o país da jabuticaba para ser o país dos unicórnios", afirmou Costa.

Em agosto, o banco anunciou ampliou em 20 bilhões de reais os recursos do BNDES para financiamento de capital de giro de micro, pequenas e médias empresas, numa tentativa de fomentar a base da economia e a geração de empregos.

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