Sudeste do Brasil é o
campeão em crescimento

A pesquisa feita pela Deloitte com as PMEs que mais cresceram no Brasil em 2010 mostra que os Estados da região Sudeste concentram boa parte dessas empresas. Entre as 250 companhias pesquisadas pela consultoria, 59% estão no Sudeste. O destaque, nesse caso, é o Estado de São Paulo que, sozinho, concentra 37% do total das pesquisadas. A região Sul aparece na segunda posição, reunindo 20% das pequenas e médias empresas que mais cresceram naquele ano. Depois aparecem, na ordem, Nordeste (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (1%).

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Lei da Inovação trouxe
benefícios para o setor

Além do período de crescimento na economia, as PMEs brasileiras foram beneficiadas, nos últimos anos, por políticas nacionais de apoio ao empreendedorismo. A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas entrou em vigor em 2007 e criou o Simples Nacional, sistema por meio do qual todos os impostos pagos pelas empresas são reunidos numa só alíquota e um só boleto de pagamento. A Lei da Inovação, que entrou em vigor em 2005, permitiu que pesquisadores ligados a instituições de ensino passassem a desempenhar suas atividades no setor privado. “As duas leis foram muito importantes. Enquanto a Lei Geral diminuiu a carga tributária de um grande leque de atividades, a Lei da Inovação estimulou pesquisas e desenvolvimento tecnológico”, diz o coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Afonso Cozzi.

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Indústria da
transformação
é destaque

A indústria de transformação tem sido um setor de grande destaque entre as PMEs brasileiras nos últimos anos. O setor é formado por empresas que transformam uma matéria-prima em um produto final. É o caso das indústrias de automóveis, alimentos, bebidas, roupas e eletrônicos. Segundo estudo da consultoria Deloitte, 79 das 250 PMEs que mais cresceram entre 2008 e 2010 pertencem ao setor ou 32% do total pesquisado. Nesse período, elas tiveram um crescimento médio anual de 31,5%. Não por acaso, a indústria da transformação é vista, pelos empreendedores brasileiros, como um caminho seguro para bons negócios. O Sebrae divulgou uma pesquisa, relativa a 2010, que mostra quais são as principais motivações dos empreendedores ao investir em determinados tipos de negócio. Nela, a indústria da transformação aparece em 10% das novas empresas abertas.

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Informação e
comunicação estão
em alta

Vinte por cento das PMEs que mais cresceram no Brasil entre 2008 e 2010 pertencem ao setor de informação e comunicação, segundo pesquisa da consultoria Deloitte. São companhias que criam soluções tecnológicas para outras empresas, como softwares para o comércio eletrônico. As PMEs desse setor cresceram, em média, 45% ao ano no período pesquisado. Para se ter ideia, essa média de crescimento só foi menor do que a registrada no setor de construção civil. O coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Afonso Cozzi, diz que algumas cidades têm se destacado como polo desse tipo de negócio: Recife (PE), São Paulo e Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC).

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Comércio varejista
aposta no aumento do
consumo

O aumento do poder de compra e do consumo das famílias brasileiras nos últimos anos tem se refletido fortemente no setor de comércio. Entre os anos de 2008 e 2010, 16% das 250 PMEs que mais cresceram no País pertenciam a esse setor. O crescimento médio dessas empresas foi de 31% ao ano. Não por acaso, o comércio varejista é uma das áreas favoritas dos empreendedores brasileiros. De acordo com a 11ª edição da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), levantamento feito com empresas do G20 e dos BRIC e divulgada no Brasil pelo Sebrae, em 2010, 25% dos empresários escolheram o setor por enxergar nele uma chance de sucesso. O valor de investimento inicial é relativamente pequeno, lembram os especialistas. Entre os que abriram um negócio por necessidade, 26% escolheram o comércio varejista, de acordo com o levantamento.

Setor da construção é um
dos que mais cresceram

As PMEs do setor de construção registraram um crescimento médio de 50% ao ano, segundo levantamento da Deloitte. Esse foi o setor que apresentou maior crescimento médio entre todos aqueles pesquisados pela consultoria (o campo reúne construtoras e incorporadoras). Vinte e cinco empresas do setor de construção estão entre as 250 PMEs que mais cresceram no Brasil entre 2008 e 2010. Formam, assim, 10% do total.

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Transporte e
armazenagem fazem
sucesso entre
empreendedores

As empresas de transporte e armazenagem cresceram, em média, 29% entre 2008 e 2010, de acordo com a consultoria Deloitte. Elas são 4% do total das 250 PMEs que mais ascenderam no período. Esse tipo de empresa se especializa no transporte de produtos de outras empresas, levando mercadorias de um Estado para outro ou até para outros países. Outra área de atuação é a estocagem. Na trilha do crescimento das lojas virtuais, cresce ainda a quantidade de empresas brasileiras que fazem a entrega desses produtos para o consumidor final.

Alimentação e
hospedagem é área
de preferência

O setor de alimentação vem sendo um dos preferidos do empreendedor brasileiro há anos, de acordo com a pesquisa mundial GEM 2010. Naquele ano, 15% dos empresários que buscaram um negócio porque viram nele uma chance de sucesso optaram pelo setor de alimentação ou de hospedagem. A impressão dos empreendedores de que os negócios do setor de alimentação têm grandes chances de sucesso é correta. Para o professor da FGV-Eaesp (Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo) Fábio Gallo, independentemente da situação da economia do País, esse é mesmo um setor promissor. No setor de hospedagem, a expectativa é de que o crescimento se acentue especialmente nos próximos anos, por conta da realização da Copa de 2014 e da Olimpíada Rio 2016.

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Biotecnologia continua
um setor promissor

Como o próprio nome diz, a biotecnologia é uma área que une a tecnologia à biologia. Consiste, basicamente, no uso de organismos vivos na produção de bens e serviços. São exemplos de empresas que atuam nessas áreas aquelas que desenvolvem novos medicamentos ou criam material usado em cirurgias. Essa é, segundo o coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Afonso Cozzi, uma área que tem crescido muito nos últimos anos: “São empresas que nascem dentro das universidades e centros de pesquisa. Elas têm apresentado um crescimento razoável nos últimos anos e vislumbram uma perspectiva interessante para os próximos”.

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Crescimento das
franquias é exponencial

Os últimos anos marcaram a consolidação do empreendedorismo no Brasil. Nesse cenário, as franquias tiveram forte destaque. “Há dez anos, o setor de franquias era mais amador. Hoje está profissionalizado”, analisa o coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Afonso Cozzi. O setor de franquias cresceu 16,9% em 2011 no Brasil, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising). Em 2011, surgiram 176 novas franquias no mercado, entre marcas já conhecidas e empresas que passaram a apostar nesse tipo de negócio recentemente. O número de redes em operação no Brasil cresceu 9,5% e o número de unidades (franqueadas e próprias) chegou a 93.098, que representa um crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior. Essa expansão resultou na abertura de mais de 60,5 mil novos postos de trabalho. O setor é responsável hoje por mais de 837 mil empregos diretos. Em 2012, a franchising será responsável por 913 mil empregos e deve crescer 15%, segundo estimativas da ABF.

Franquias de alimentação
são sucesso de público
e crítica

Em dez anos, a quantidade de franquias de alimentação aumentou mais de quatro vezes no Brasil. Em 2001, existiam 113 franquias do tipo em operação. No ano passado, eram 481, segundo os dados da ABF. Considerando-se só o ano passado, o faturamento das franquias de alimentação cresceu, em média, 14,5%, na comparação com 2010. No total, 54 novas marcas de alimentação foram criadas no ano passado. Entre elas figuram empresas de venda de iogurtes e sorvetes, por exemplo. Empresas tradicionais nesse ramo também expandiram suas atividades em 2011. Uma rede de lanchonetes inaugurou, sozinha, 148 lojas só no ano passado.

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Franquias de hotelaria
e turismo

As franquias de hotelaria e turismo foram as que mais cresceram nesse tipo de negócio em 2011, segundo pesquisa da ABF. O faturamento subiu, em média, 85,9% no ano passado. O destaque, nesse caso, foram franquias de agências de viagem. Uma só empresa inaugurou 115 operações ao longo de 2011. Franquias de hotéis e hostels (albergues) também tiveram uma expansão importante no ano passado. Nos últimos dez anos, o faturamento do setor aumentou dez vezes.

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Franquias de móveis,
decoração e presentes
valem a aposta

As franquias de móveis, decoração e presentes cresceram, em média, 35% em 2011. Em dez anos, o faturamento aumentou mais de quatro vezes e o número de redes desse segmento, que era de 41 em 2001, passou para 100 em 2011. A quantidade de unidades de lojas do setor, considerando-se as próprias e as franqueadas, cresceu de 1.169 para 4.285. Lojas de material de construção se destacam nesse cenário. Têm ganhado visibilidade nesse setor, também, lojas de conveniência, de tamanho menor, e empresas prestadoras de serviços para o setor de construção, como as que alugam britadeiras, geradores e andaimes.

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E-commerce é garantia
de sucesso

O Brasil concentra, hoje, 59,1% das compras feitas pela Internet na América Latina. É o que mostra um estudo feito pela America Economia Intelligence encomendado pela bandeira Visa. Nele, o México aparece em segundo lugar nessa lista, com 14,2% das vendas. Esses dados mostram a importância que o comércio eletrônico vem ganhando no País nos últimos anos. O crescimento desse setor, entre 2010 e 2011, foi de 43%. O faturamento passou de US$ 25 bilhões no ano passado. Entre os motivos do crescimento do setor estão a maior segurança oferecida nas compras e a criação de novos canais de compras, como portais especializados e redes sociais. Mas abrir um negócio na Internet requer cuidados particulares, como destaca o advogado especializado em Direito Eletrônico Rony Vainzof, sócio do escritório Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados: “O primeiro deles é registrar o nome do site no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), além de contratar assessoria especializada para os contratos”. O design da página também precisa ser protegido pelo registro na Biblioteca Nacional.

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