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Índice renova máxima de fechamento com exterior inibindo realizações de lucros

4 jan 2019
18h12
atualizado às 18h46
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A bolsa paulista subiu pelo quinto pregão consecutivo nesta sexta-feira, renovando a máxima recorde de fechamento após oscilar entre altas e baixas mais cedo, conforme os ganhos acentuados em Wall Street contiveram o movimento doméstico de realizações de lucros.

Pessoas conferem cotações no painel da B3, em São Paulo, 9/5/2016. REUTERS/Paulo Whitaker
Pessoas conferem cotações no painel da B3, em São Paulo, 9/5/2016. REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Referência da B3, o Ibovespa <.BVSP> avançou 0,3 por cento, encerrando a 91.840,79 pontos, em novo recorde de fechamento. Na semana, a alta acumulada foi de 4,5 por cento. O giro financeiro somou 16,77 bilhões de reais.

O indicador começou o dia pressionado por embolso de lucros, na esteira de declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência com idade mínima mais baixa que a esperada -de 62 anos para homens e 57 para mulheres-, chegando a cair 0,8 por cento na mínima.

Mas a abertura muito positiva das bolsas norte-americanas contagiou o mercado doméstico e o Ibovespa chegou a subir 1,24 por cento no melhor momento da sessão, batendo máxima intradia de 92.701,36 pontos.

"Foi um misto de necessidade de realização (de lucros) após período relativamente longo de ações em alta com exterior muito positivo", disse o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, acrescentando que a firmeza de ações atreladas a commodities contrabalançou as perdas do setor bancário, do varejo e da Embraer .

Em evento junto a representantes da Aeronáutica, na Base Aérea de Brasília, Bolsonaro sinalizou nesta sexta-feira preocupação com o futuro da fabricante brasileira de aeronaves, o que desencadeou vendas generalizadas do papel.

No exterior, o S&P 500 <.SPX> e Dow Jones <.DJI> subiam mais de 3 por cento na reta final do pregão, com os comentários do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, para acalmar investidores preocupados com a desaceleração econômica dos EUA corroborando fortes indicadores de emprego.

Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que a criação de vagas de empregos no país cresceu no maior ritmo em 10 meses em dezembro, enquanto os salários aumentaram.

DESTAQUES

- CIELO ON saltou 7,98 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, em meio a otimismo sobre a economia brasileira e tendo ainda no radar as liquidações de varejistas para impulsionar as vendas do primeiro trimestre.

- USIMINAS PNA subiu 5,86 por cento, também entre os melhores desempenhos do índice, em movimento alinhado ao de siderúrgicas no exterior, na esteira do avanço dos preços do aço na China. Ainda no setor, GERDAU PN avançou 2,65 por cento e CSN ON ganhou 4,61 por cento.

- VALE ON valorizou-se em 6,51 por cento, sendo uma das principais influências positivas do Ibovespa, após a cotação do minério de ferro atingir máxima em mais de dois meses na China com otimismo sobre a demanda.

- PETROBRAS PN subiu 0,28 por cento e PETROBRAS ON ganhou 1,14 por cento, revertendo perdas de mais cedo, de carona na alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

- TAESA UNIT avançou 3,95 por cento, depois que os acionistas da elétrica aprovaram a aquisição de ativos de transmissão de energia da Âmbar, controlada pela holding J&F, em negócio orçado em mais de 940 milhões de reais.

- EMBRAER ON recuou 5,02 por cento, terminando com o pior desempenho do Ibovespa, conforme os comentários de Bolsonaro sobre a aliança da fabricante brasileira de aeronaves com a norte-americana Boeing abriram espaço para realizações de lucros. Em breve entrevista a jornalistas durante evento na Base Aérea de Brasília, o presidente citou preocupações sobre o futuro da companhia brasileira nos próximos anos, embora seja favorável à fusão.

- ITAÚ UNIBANCO cedeu 1,68 por cento, enquanto BRADESCO PN recuou 0,78 por cento, pesando no lado negativo, dado a relevância desses papeis na composição do índice. BANCO DO BRASIL ON fechou estável a 48,80 reais e SANTANDER UNIT perdeu 0,11 por cento.

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