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Índice DXY do dólar renova máxima desde julho de 2020, com Fed e dados dos EUA

24 nov 2021 19h17
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O dólar avançou na comparação com a maior parte das divisas competitivas, levando o Dollar Index (DXY) às máximas desde julho de 2020. Na véspera do feriado de Ação de Graças, investidores do câmbio reagiram a dados positivos dos Estados Unidos e à ata do Federal Reserve (Fed), que mostrou maior disposição entre dirigentes da autoridade monetária para acelerar o ritmo de redução de compras de ativos - processo conhecido como tapering.

No ajuste de fechamento, o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de seis rivais fortes, subiu 0,40%, a 96,875 pontos. No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 115,40 ienes, o euro caía a US$ 1,1205 e a libra recuava a US$ 1,3332.

Os investidores que acreditam na força da moeda americana estão gratos após uma série de dados que traçou um quadro mais otimista para a recuperação dos EUA, disse Joe Manimbo, analista da Western Union. O número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada e o índice de sentimento do consumidor em novembro tiveram resultados melhores do que o esperado. A venda de moradias novas em outubro, no entanto, subiu menos que o previsto.

A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA mostrou crescimento de 2,1% no terceiro trimestre ante o segundo. Já os gastos com consumo subiram 1,3% em outubro ante setembro, acima do esperado. Medida de inflação preferida do Fed, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou 0,6% no período.

Estrategista-chefe de mercados na Cambridge Global Payments, Karl Schamotta afirma que são os dados "espetaculares" que apoiaram o dólar hoje. Além disso, a moeda estende os ganhos vistos no início da semana, após Biden nomear Jerome Powell e Lael Brainar a presidente e vice-presidente do Fed, respectivamente, observa Schamotta.

O DXY fortaleceu alta logo após a divulgação da ata do Fed, que trouxe informações sobre a reunião monetária mais recente. De acordo com o documento, vários dirigentes levantaram a possibilidade do banco central americano elevar sua taxa básica de juros antes do previsto, caso a inflação continue acima da meta. O relatório indica ainda que alguns participantes defenderam uma aceleração do processo de retirada de estímulos, diante da inflação persistente.

A lira turca corrigiu parte das fortes perdas dos últimos dias, em meio à crise cambial deflagrada pelo intervencionismo político no BC local. Próximo ao horário de fechamento em Wall Street, o dólar recuava a 12,0862 liras, em comparação a 12,8178 liras no fim da tarde de ontem.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão
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