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Bolsonaro cogita duas reformas da Previdência após incerteza

Plano é consertar primeiro o regime atual e depois fazer uma segunda reforma para introduzir o modelo de capitalização para novos entrantes

30 out 2018
21h20
atualizado às 21h46
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A viabilidade política para tentar a aprovação da reforma da Previdência até agora ainda é uma incógnita para a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Diante do quadro, segundo apurou o Estadão/Broadcast, o grupo já sabe o que quer fazer: duas reformas.

A ideia é consertar primeiro o regime atual e depois fazer uma segunda reforma para introduzir o modelo de capitalização para novos entrantes no sistema da Previdência. Saber se a tentativa da primeira reforma será feita agora ou no ano que vem, vai depender da viabilidade política, segundo fontes que já trabalham na transição.

Foto: RD1

"Talvez esta (proposta) que está aí ou outra ano no ano que vem", disse uma das fontes. Se o cenário indicar custo político alto para baixo impacto econômico, na avaliação da equipe de Bolsonaro, não fará sentido tentar agora. O que se quer fazer na primeira reforma são mudanças parecidas com a que já estão previstas na reforma de Michel Temer que tramita no Congresso.

Pela proposta, a idade mínima para aposentadoria começaria com 53 anos para mulher e 55 anos para homem, subindo a cada dois até chegar em 65 anos para homem e 62 para mulher em 2038. Um modelo considerado até mais "suave" do que o citado por Bolsonaro em entrevista em que previu uma elevação da idade mínima a cada ano.

Para fazer um novo substitutivo da proposta que tramita na Câmara, será preciso ter "suporte" das emendas que já foram apresentadas durante a fase da Comissão Especial. As alterações terão que vir do que está contido nessas emendas ou da proposta original enviada pelo governo, segundo explicam técnicos.

Para cada mudança, terão que ser refeitos os cálculos de impacto de economia nas contas públicas. O governo atual acha que Bolsonaro não pode perder a oportunidade de buscar a aprovação ainda esse ano na Câmara, pelo menos em primeiro turno para evitar uma nova negociação ano que vem que, ao final, não ficaria muito diferente da proposta atual.

Estadão
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