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Ibovespa tem terceira queda seguida e perde 2,39% com NY e ruídos internos

8 nov 2018
19h16
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O Índice Bovespa teve nesta quinta-feira, 8, sua terceira queda consecutiva, atribuída ainda a uma realização de lucros acumulados recentemente. A falta de novidades relevantes no cenário político doméstico e a cautela com o cenário internacional mantiveram o mercado com pouca tração para retomar a trajetória de alta. Com isso, o Ibovespa terminou o dia em queda de 2,39%, aos 85.620,14 pontos, na mínima do dia.

Em uma tentativa de recuperação, o Ibovespa chegou a marcar máxima de 88.570 pontos (+0,98%) pela manhã, mas não teve fôlego para se sustentar por muito tempo. Nas bolsas de Nova York, o dia foi de instabilidade, em meio a correções dos ganhos da véspera e repercussões da decisão de política monetária nos Estados Unidos, o que contribuiu para a baixa por aqui. Também as bolsas de países emergentes operaram majoritariamente em baixa, com temores de futuras consequências de um eventual aperto monetário mais forte nos Estados Unidos a partir de 2019. No final da tarde, o MSCI Emerging Markets apontava queda de 2,76%.

A reunião do Federal Reserve veio dentro do esperado, com manutenção das taxas básicas de juros, mas com avaliação de crescimento firme da economia americana. Alguns analistas consideraram que o "statement" do Fed teve viés "hawkish" (duro), o que favoreceu o fortalecimento do dólar e o enfraquecimento das bolsas em Wall Street.

Internamente, voltaram a causar mal-estar algumas notícias do cenário político ainda da véspera. Uma delas foi a aprovação no Senado do reajuste de 16,38% para o Judiciário, em um momento em que se discute o modelo da reforma da Previdência. A "pauta bomba" aprovada na quarta-feira, terá efeito cascata para a União e os Estados e pode custar cerca de R$ 4,1 bilhões aos cofres públicos.

Do lado positivo, também do noticiário da véspera, esteve a aprovação do requerimento de urgência do projeto de lei da cessão onerosa, também no Senado, com previsão de que o texto seja votado no próximo dia 27. "Havia uma expectativa de que as ações da Petrobras reagissem com alta a esse evento, mas não houve como os papéis escaparem de uma correção, diante das quedas dos preços do petróleo", disse Ariovaldo Santos Ferreira, gerente de renda variável da Hcommcor.

Ao final do pregão, Petrobras ON e PN perderam 3,29% e 3,61%. Os papéis do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do Ibovespa, também pesaram sobre o resultado final. Bradesco ON caiu 3,68% e Banco do Brasil ON, que divulgou resultado dentro do esperado, caiu 2,05%.

Estadão Conteúdo

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