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Ibovespa sobe 4,57% e bate recorde de negócios com resultados do 1º turno

8 out 2018
18h38
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Os 16 pontos porcentuais de vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriram espaço para uma corrida dos investidores ao mercado de ações nesta segunda-feira, 8. Como resultado de uma visão mais otimista em relação ao próximo governo, o Índice Bovespa teve alta de 4,57%, aos 86.083 pontos, maior nível desde 16 de maio e maior alta em mais de dois anos. O rali fez a B3 registrar o maior volume financeiro nominal da sua história, com R$ 28,9 bilhões.

Além de precificar a maior chance de vitória de Bolsonaro, o mercado repercutiu a composição do Congresso, considerada mais favorável a alianças de centro-direita, que propiciem a execução de uma agenda reformista. Assim, quase todos os setores econômicos representados na bolsa terminaram o dia em alta. Entre as exceções ficaram ações de empresas exportadoras, refletindo a forte queda do dólar ante o real, devido ao impacto negativo nos seus caixas.

Pela manhã, o Ibovespa chegou à máxima de 87.333 pontos (+6,09%), no auge da euforia do mercado. Segundo operadores, as compras foram lideradas por investidores estrangeiros e, provavelmente, por fundos de ações, o que indica maior interesse no mercado por parte de investidores pessoa física. Essa tendência, aliás, já vinha sendo observada nos últimos dias. Fatores técnicos também ajudaram a impulsionar o Ibovespa pela manhã, com investidores zerando posições de curto prazo.

As ações do chamado "kit eleição" ou "kit Brasil" foram mais uma vez o destaque do dia. Petrobras PN foi a ação mais negociada do dia, com R$ 947,7 milhões movimentados, e teve alta de 11,02%. Petrobras ON subiu 9,49%. As ações do setor financeiro subiram em bloco, mas tiveram Banco do Brasil ON bem à frente da média, com 9,68% de ganho. Por fim, Eletrobras ON e PNB dispararam 17,33% e 18,31%, respectivamente.

"Até as eleições, o mercado vinha operando com um otimismo contido, não querendo arriscar muito. Hoje, os investidores viram o cenário bem mais definido", disse Glauco Legat, analista da Spinelli Corretora, ao justificar o aumento brusco no volume de negócios.

O profissional, no entanto, afirma que o cenário ainda apresenta riscos, uma vez que não se sabe o quão agressivo o PT se mostrará na campanha do segundo turno. "Hoje o mercado viveu apenas o lado positivo, mas a volatilidade não foi afastada, porque ainda se espera um contra-ataque do PT", disse. Além disso, há toda a questão envolvendo um eventual governo Bolsonaro e as dúvidas em relação a questões como o relacionamento dele com o economista Paulo Guedes.

Estadão

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