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Ibovespa segue volatilidade de NY e fecha em baixa de 0,91%

11 out 2018
19h11
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A volatilidade das bolsas de Nova York e dos preços do petróleo teve efeitos diretos sobre o mercado brasileiro de ações e o Índice Bovespa teve nesta quinta-feira, 11, sua segunda queda consecutiva, fechando aos 82.921,08 pontos (-0,91%). A semana, que se iniciou em clima de euforia pelos resultados do primeiro turno das eleições, terminou com os investidores bem mais comedidos, em meio a incertezas no exterior e alguns ruídos internos. Ainda assim, o saldo da semana foi positivo, com o índice acumulando ganho de 0,73%.

Pela manhã, o mercado mostrou apetite pelas ações, incentivado em boa parte pela pesquisa Datafolha, que na quarta à noite confirmou a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) com larga vantagem. Assim, o Ibovespa chegou a subir 1,28%. Mas o bom humor não resistiu à abertura negativa das bolsas de Nova York, que voltaram a refletir temores quanto à política monetária dos Estados Unidos e ao risco de desaquecimento da economia global.

"Com as bolsas da Europa e de Nova York registrando novas rodadas de perdas, fica insustentável manter o Ibovespa em alta. A pesquisa Datafolha foi positiva, mas apenas por confirmar a vantagem de Bolsonaro nas urnas do primeiro turno. Já as declarações recentes dele, principalmente sobre reforma da Previdência, decepcionaram um pouco", disse o gerente de mesa de renda variável de uma tradicional corretora.

Depois das declarações sobre um processo vagaroso da reforma da Previdência e de se mostrar contrário à privatização das áreas de geração de energia, nesta quinta Bolsonaro voltou à cena com um discurso moderado. Descartou ser um político de extrema-direita, mas admitiu ser um admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela primeira vez, o candidato do PSL admitiu a possibilidade de não comparecer a debates, não por motivo de saúde, mas por questões estratégicas. Ao final do dia, anunciou nomes de seu eventual ministério, confirmando os nomes de Paulo Guedes (Fazenda e Planejamento), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e do general Augusto Heleno (Defesa).

Na análise por ações, foram destaque os papéis da Petrobras, que terminaram o dia com perdas de 1,85% (ON) e 2,92% (PN). A queda esteve bastante relacionada aos preços do petróleo, que tiveram fortes perdas e voltaram ao menor valor em quase três semanas. Ainda entre os papéis sensíveis ao risco político estiveram Eletrobras ON (-4,78%) e PNB (-2,28%), estendendo as perdas da véspera. No setor financeiro, apenas Bradesco ON (+0,58%) escapou das perdas, enquanto Itaú Unibanco PN caiu 1,19%.

Estadão

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