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Ibovespa recua em sessão repleta de balanços e clima negativo no exterior

28 fev 2019
12h00
atualizado às 12h33
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O Ibovespa recuava nesta quinta-feira, em meio a uma bateria de balanços corporativos, com Ambev entre as maiores quedas após prever custos maiores em 2019, enquanto Petrobras PN subia após a petrolífera encerrar o ano passado com o primeiro resultado positivo anual desde 2013.

Operadores durante pregão na Bovespa, em São Paulo
24/05/2016
REUTERS/Paulo Whitaker
Operadores durante pregão na Bovespa, em São Paulo 24/05/2016 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

O viés negativo nos mercados no exterior endossava as perdas na bolsa brasileira, após término abrupto de encontro entre Estados Unidos e Coreia do Norte, enquanto a desaceleração menor do que o esperado do PIB norte-americano no quarto trimestre atenuava pressão negativa em Wall Street.

Às 11:50, o Ibovespa caía 0,96 por cento, a 96.376,55 pontos. O volume financeiro somava 3,34 bilhões de reais. Nesse cenário, o principal índice da bolsa paulista caminha para fechar fevereiro com desempenho negativo.

No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1 por cento no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores e 1,1 por cento na comparação com o quarto trimestre de 2017, sugerindo uma recuperação ainda lenta da atividade econômica no país.

Na visão do economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, um profundo ajuste fiscal estrutural deve estar no centro da agenda política do novo governo, dado o risco de minar a recuperação econômica esperada para o país.

"O fracasso em fornecer medidas tangíveis e confiáveis para reduzir o déficit fiscal (fluxo) e através da estabilização da dinâmica da dívida (estoque) poderia prejudicar a confiança e prejudicar a recuperação econômica prevista", afirmou em relatório a clientes.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN subia 0,7 por cento, reduzindo o avanço do começo do pregão, quando avançou quase 2,5 por cento, para 27,75 reais, máxima intradia desde abril de 2010, em meio à recepção favorável do balanço do último trimestre de 2018, bem como o desempenho do ano, com o primeiro resultado positivo desde 2013. "Um trimestre positivo, e o melhor está por vir", afirmou o analista Gabriel Francisco, da XP Investimentos. PETROBRAS ON, por sua vez, cedia 1 por cento. [nL1N20N00G]

- AMBEV caía 4,9 por cento após divulgar lucro líquido de 3,46 bilhões de reais no quarto trimestre, mas sinalizar crescimento de custos em 2019. Analistas do Credit Suisse destacaram que o Ebitda da companhia de bebidas superou suas estimativas, mas que a qualidade do mesmo foi baixa, ressaltando que segue a espera pela recuperação dos volumes de vendas no Brasil.

- EDP BRASIL perdia 4,2 por cento, mesmo após divulgar lucro líquido de 524 milhões de reais no quarto trimestre de 2018, alta de 161,3 por cento na comparação anual. Analistas do Itaú BBA destacaram que, apesar do lucro, os resultados operacionais foram piores do que o esperado devido à hidrologia desfavorável e à estratégia de alocação de energia da empresa.

- MARFRIG avançava 3,5 por cento, após divulgar lucro líquido de 2,2 bilhões de reais no quarto trimestre, impulsionado por ganho de capital gerado pela venda da subsidiária Keystone. Para a equipe do Bradesco BBI, o resultado, em geral, mostrou a continuação de uma tendência positiva para as operações de carne bovina da companhia na América do Norte e na América do Sul.

- GOL PN tinha valorização de 1,2 por cento, após salto no lucro líquido do quarto trimestre para 580 milhões de reais, bem como revisão para cima em projeções que incluem margem de lucro. "Nós enxergamos os resultados hoje como um catalisador potencialmente positivo para a Gol, conforme implica um 'upside' para as nossas estimativas e as do mercado", afirmou a equipe do Santander Brasil.

- BRF caía 1,1 por cento, revertendo ganhos do começo do pregão, em meio à repercussão do prejuízo de 2,1 bilhões de reais no último trimestre de 2018, enquanto o Ebitda ajustado subiu 30,3 por cento e a margem avançou a 8,8 por cento. A companhia ainda estimou perda contábil adicional de 800 milhões de reais vinculada à venda de ativos.

- VALE recuava 0,7 por cento, pesando no Ibovespa, tendo ainda no radar decisão da agência de classificação de risco Moody's de cortar o rating global atribuído à mineradora de "Baa3" para "Ba1", com perspectiva negativa, e retirar o grau de investimento da companhia, após o rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG).

- BRADESCO PN perdia 1,3 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN caía 1 por cento, reforçando o viés de baixa no pregão brasileiro.

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