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Ibovespa inicia a semana em queda com recuo do petróleo e Previdência

25 fev 2019
18h52
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Em meio ao tombo do petróleo no mercado internacional e à cautela em relação ao andamento da reforma da Previdência no Congresso, o Ibovespa operou durante toda tarde na contramão das bolsas em Nova York e encerrou o pregão desta segunda-feira, 25, em queda, perto do piso dos 97 mil pontos.

O Índice até ensaiou uma alta no início dos negócios, voltando a superar os 98 mil pontos, na esteira do otimismo dos mercados externos com um desenlace positivo nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Investidores celebraram o fato de o presidente Donald Trump ter estendido à trégua tarifária para produtos chineses para além de 1º de março e relatado "progressos substanciais" nas negociações.

A maré virou no mercado doméstico com o tombo das ações da Petrobras, na esteira do mergulho das cotações do petróleo, após o mesmo Trump reclamar que os preços da commodity "estavam muito altos" e pedir à Opep, organização que reúne os países produtores de petróleo, "ir com calma".

Ao longo da tarde, o Ibovespa foi às mínimas e chegou a flertar com a perda da linha dos 97 mil pontos, com a diminuição do ritmo de alta das bolsas americanas e declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que despertaram temores sobre o ritmo de tramitação da reforma da Previdência no Congresso.

Maia (DEM-RJ) indicou que a instalação da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), responsável pela primeira análise da proposta, pode ficar apenas para depois do carnaval. Havia perspectiva de que a CCJ pudesse iniciar seus trabalhos esta semana. Maia disse também que há apreensão em torno do projeto de lei de aposentadoria dos militares, embora tenha negado que vá aguardar o envio do PL para que a CCJ seja instalada. Antes dessas declarações, o presidente da Câmara já havia demonstrado preocupações com a comunicação da proposta da Previdência à população e questionado a estratégia do governo de fazer articulação política por meio de bancadas temáticas.

Segundo gerente da mesa de renda variável da H. Commcor, Ariovaldo Ferreira, o ruído provocado pela questão da instalação da CCJ contribuiu para deixar os investidores na defensiva. "A expectativa era de alta da bolsa, mas houve essa queda mais forte do petróleo e essa questão da CCJ, que assuntou um pouco", afirma Ferreira, ressaltando que o volume negociado, na casa dos R$ 11 bilhões, ficou abaixo do esperado, o que revela falta de apetite para apostas mais fortes.

Com máxima de 98.189,91 pontos e mínima de 97.087,23 pontos, o Ibovespa fechou em queda de 0,66%, aos 97.239,90 pontos, com queda em bloco das ações do setor financeiro e perdas da Petrobras.

A ação PN da petroleira fechou em queda de 1,58%, enquanto os papéis ON recuaram 2,40%. O recuo mais acentuado das ações ordinárias seriam consequência de decreto do governo, publicado no diário oficial de sexta-feira, que dá bandeira verde para os bancos federais venderem papéis da companhia quando as condições de mercado forem mais vantajosas.

Estadão
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