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Ibovespa fecha pregão em alta de 0,20%, aos 95.639,33 pontos

29 jan 2019
19h04
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O Ibovespa retomou a trajetória de alta, mas ainda sem fôlego para se sustentar no nível dos 96 mil pontos, após um tombo na véspera causado pela forte queda das ações da Vale em decorrência da tragédia com o rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A valorização na sessão de negócios desta terça-feira, 29, entretanto, foi limitada pelo comportamento misto verificado no mercado acionário externo, que ainda teme as incertezas quanto ao ritmo de desaceleração da economia global.

O principal índice da bolsa encerrou o pregão com ganho de 0,20%, aos 95.639,33 pontos. A volatilidade foi bem menor do que na segunda, de 1,2 mil pontos, entre a máxima e a mínima do dia. O giro financeiro mostrou retorno à normalidade ficando em R$ 17 bilhões.

"Há um otimismo permeando os negócios que está relacionado ao destravamento da economia, que mostra que pode deixar o baixo crescimento para trás", observa um operador.

Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, ressalta que dados da nota de crédito divulgados pelo Banco Central também deram impulso extra ao setor de varejo. O BC informou que as concessões de crédito livre subiram 12,8% e o estoque total, 5,5%, no ano passado. Ao mesmo tempo, os dados de inadimplência se mantiveram controlados, na média, de 3,8%. "Isso fez com que ações do setor de varejo dessem uma boa andada hoje (terça)", disse.

A agenda liberal com discurso de autoridades em prol das privatizações, tanto do governo federal quanto de alguns estados, também empolgou investidores a disparar ordens de compra. Pela manhã, tanto o secretário-geral de privatizações do Ministério da Economia, Salim Mattar, quanto o governador de São Paulo, João Doria, falaram sobre a venda de estatais. Isso ajudou na valorização de ações como Sabesp e Eletrobras, que, inclusive, liderou as altas durante boa parte do pregão. Respectivamente, os papéis ordinários da companhia de saneamento do Estado de São Paulo encerraram o dia em alta de 1,39% e os da holding de energia federal subiram 7,08%. Banco do Brasil ON e Petrobras ON pegaram carona nesse contexto e subiram 3,33% e 2,18%, respectivamente.

Estadão
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