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Ibovespa fecha em queda pelo 3º dia consecutivo

Em meio a ambiente externo negativo e a continuação da greve dos caminhoneiros, índice recuou 1,53%

25 mai 2018
17h10
atualizado às 18h29
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As ações brasileiras caíram pelo terceiro pregão seguido nesta sexta-feira, com o Ibovespa fechando no menor patamar desde janeiro, em meio a um ambiente externo negativo e com a  greve dos caminhoneiros adicionando preocupações, dado o impacto em operações de diversas companhias e no quadro político.

O principal índice de ações da B3 caiu 1,53%, a 78.897 pontos, menor fechamento desde 10 janeiro. O volume financeiro somou R$ 12,295 bilhões. Na semana, o Ibovespa caiu 5,03%.

No pregão de hoje, Ibovespa recuou 1,53%, a 78.897 pontos, menor fechamento desde 10 janeiro
No pregão de hoje, Ibovespa recuou 1,53%, a 78.897 pontos, menor fechamento desde 10 janeiro
Foto: Reuters

No exterior, o norte-americano S&P 500 fechou em baixa de 0,23% em Wall Street, enquanto o dólar se fortaleceu em relação a um cesta de moedas e as commodities recuaram, com o contrato de petróleo Brent caindo mais de 3,2%.

No Brasil, os protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel entraram no quinto dia, atingindo 24 Estados e o Distrito Federal, afetando também alguns portos, incluindo o de Santos (SP), o maior e mais importante do país, mesmo após o anúncio na véspera de um acordo entre a categoria e o governo.

"O que parecia uma questão muito específica ao preço do diesel se transformou em um evento político maior", afirmou o presidente da Bradesco Asset Management, Andre Carvalho, acrescentando que o evento adicionou incertezas.

Dados de fluxo continuaram mostrando saída de estrangeiros da bolsa, com o saldo negativo em maio acumulado até o dia 23 alcançando quase R$ 4 bilhões.

No ano, o Ibovespa ainda contabiliza alta de 3,26%, mas, mesmo após a queda de 8,4% em maio.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 1,39% e PETROBRAS ON recuou 0,73%, após terem despencado cerca de 14% na véspera. Investidores analisavam os termos do acordo do governo com caminhoneiros e ainda enxergavam incerteza elevada em relação à companhia, principalmente a vulnerabilidade à interferência governamental. Também no radar estavam rumores sobre possível saída de Pedro Parente da presidência-executiva da empresa, depois negados pela estatal.

- VALE caiu 1,87%, conforme o preço do minério de ferro voltou a recuar na China. Na esteira, BRADESPAR PN, que concentra seus investimentos na mineradora, recuou 2,79%.

- USIMINAS PNA perdeu 6,15%, liderando a lista de maiores baixas do Ibovespa, em sessão negativa para o setor siderúrgico. CSN caiu 5% e GERDAU PN recuou 4,17%

- LOJAS AMERICANAS PN cedeu 3,07%, em movimento acompanhado por outras ações de companhias de varejo, com o setor já sentindo o efeito da greve dos caminhoneiros no fornecimento dos produtos. Para a equipe da Brasil Plural, os impactos da greve dependerão de sua duração.

- BRADESCO PN perdeu 1,99%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,88%, revertendo alta da abertura, quando repercutiu proposta de desdobrar em 50% as atuais ações do banco.

- GOL PN subiu 1,7%, com o recuo dos preços do petróleo no exterior apoiando alguma recuperação, depois de acumular queda de 37% em maio até a véspera.

- JBS avançou 1,26%. No mês, a alta já supera 10%. A companhia é beneficiada pela valorização do dólar ante o real, uma vez que parcela relevante da receita é na moeda norte-americana.

- SABESP subiu 0,38%, após a companhia paulista de saneamento apresentar um recurso administrativo à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) pedindo reconsideração do resultado final da segunda revisão tarifária, que ficou aquém das expectativas da empresa.

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