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Ibovespa renova máxima e encosta em 99 mil pts com apostas sobre reformas e exterior

13 mar 2019
17h11
atualizado às 17h50
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O Ibovespa fechou em nova máxima histórica nesta quarta-feira, tendo superado os 99 mil pontos pela primeira vez no melhor momento da sessão, puxado principalmente pelas blue chips na esteira de apostas positivas no andamento da pauta de reformas do governo e cenário externo benigno.

Foto: Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,1 por cento, a 98.903,88 pontos, tendo alcançado 99.267,22 pontos na máxima, renovando tanto recorde para fechamento como intradia. O volume financeiro alcançou 17,5 bilhões de reais.

"Não há vendedor", resumiu o chefe da área de renda variável de um banco em São Paulo, que pediu para não ter o nome citado, afirmando que a expectativa ainda construtiva para a reforma da Previdência tem freado ajustes mais significativos na bolsa, enquanto o estrangeiro continua com posições reduzidas.

O pregão encerrou com agentes financeiros na expectativa da instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, prevista para às 19h, dando início de fato à tramitação da proposta que muda as regras das aposentadorias, considerada crucial no mercado para a saúde fiscal do país.

De acordo com a secretaria da comissão, no meio da tarde faltavam apenas quatro indicações de nomes para totalizar as 66 vagas de titulares.

A nova máxima ocorreu apesar de novos dados minando a aposta de recuperação significativa da economia brasileira no horizonte de 2019: a produção industrial caiu 0,8 por cento em janeiro ante o mês anterior, de acordo com IBGE, leitura mais fraca desde setembro do ano passado.

O pregão também foi marcado pelo vencimento dos contratos de opções do Ibovespa.

No exterior, Wall Street encontrou suporte principalmente em dados de preços corroborando perspectivas de manutenção do viés moderado do Federal Reserve para a política monetária norte-americana, com ações do setor de saúde entre os destaques positivos. O S&P 500 subiu 0,69 por cento.

A sessão também foi marcada pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional e aprovação pelo Parlamento britânico de proposta para que a primeira-ministra Theresa May descarte completamente a possibilidade de um Brexit sem acordo.

DESTAQUES

- PETROBRAS ON fechou em alta de 2,69 por cento e PETROBRAS PN avançou 2,18 por cento, favorecidas pelo avanço do petróleo, além de noticiário rico sobre a petrolífera de controle estatal, incluindo que abriu prazo para novas ofertas pela rede de gasodutos TAG, segundo disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

- VALE subiu 1,46 por cento, tendo como pano de fundo perspectivas positivas para os preços do minério de ferro, com analistas elevando nesta semana preço-alvo dos papéis da mineradora negociados nos EUA. A Justiça mineira mandou prender novamente funcionários da companhia em meio às investigações sobre o rompimento mortal da barragem em Brumadinho.

- ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 1,08 por cento, ganhando fôlego após uma abertura mais fraca, assim como BRADESCO PN, que subiu 0,96 por cento, e SANTANDER BRASIL UNIT

- CSN disparou 9,32 por cento, liderando a lista de melhores desempenhos do Ibovespa e ampliando os ganhos em 2019 para 75 por cento, enquanto permanece expectativa de desalavancagem da companhia com vendas de ativos e outros eventos de liquidez, além do cenário mais otimista para os preços do minério de ferro.

- VIA VAREJO caiu 4,55 por cento, com o setor de varejo em destaque na ponta negativa, dado do ambiente ainda desafiador para o consumo no país, além de potencial aumento de competição, com a entrada de estrangeiros no comércio eletrônico brasileiro. B2W recuou 3,38 por cento.

- LOJAS RENNER cedeu 1,75 por cento, tendo no radar que a Inditex, maior companhia de varejo de roupas do mundo, pretende iniciar uma operação de comércio eletrônico da Zara no Brasil ainda neste mês.

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