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Ibovespa fecha em leve alta com trégua em Vale e estatais em destaque

29 jan 2019
18h08
atualizado às 18h41
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A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em leve alta nesta terça-feira, em movimento favorecido principalmente pelo avanço das ações da Petrobras, além da pequena recuperação dos papéis da Vale, após perda histórica na véspera.

visitante confere painel de cotações da B3. 29/10/2018. REUTERS/Paulo Whitaker
visitante confere painel de cotações da B3. 29/10/2018. REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2 por cento, a 95.639,33 pontos. O giro financeiro da sessão somou 17 bilhões de reais.

Na véspera, o Ibovespa caiu mais de 2 por cento, pressionado pelo tombo de 24,5 por cento da Vale, maior recuo diário da história, após o rompimento de uma barragem de mineração da empresa em Brumadinho.

Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, investidores entenderam que num horizonte de médio e longo prazos a queda das ações da mineradora na véspera foi exagerada.

O analista também chamou a atenção para o avanço de companhias com controle estatal em razão do noticiário recente pró-privatização, com Eletrobras entre os destaques.

"A expectativa continua sendo de que o Ibovespa busque 100.000 pontos em fevereiro ou março", afirmou.

Wall Street operava sem direção única, com o declínio de ações de tecnologia pesando no S&P 500 e Nasdaq antes do balanço da Apple, enquanto papéis do setor industrial ajudavam o Dow Jones.

DESTAQUES

- VALE subiu 0,85 por cento, após ter despencado 24,5 por cento na véspera, maior queda diária da história dos papéis, na esteira da tragédia com o rompimento de uma barragem da empresa. Para o Santander Brasil, ainda há muitas incertezas em relação ao impacto financeiro do desastre. O Bradesco BBI cortou o preço-alvo das ações em 25 por cento.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON avançaram 2,42 e 2,18 por cento, respectivamente, na esteira da alta do petróleo no exterior e comentários do secretário de Privatizações, Salim Mattar, no sentido de vender todas as subsidiárias da petrolífera e outras estatais. Em evento em São Paulo, o presidente da Petrobras também disse que o objetivo é reconquistar o grau de investimento da companhia.

- ELETROBRAS ON e ELETROBRAS PNB valorizaram-se 7,08 e 4,84 por cento, também endossadas pelos comentários de Mattar, que afirmou ainda que a elétrica será privatizada por meio de aumento de capital.

- BANCO DO BRASIL ganhou 3,33 por cento, influenciado por perspectivas de vendas de subsidiárias após comentários do secretário de Privatizações, que citou a BBDTVM como uma das potenciais vendas. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,73 por cento e BRADESCO PN caiu 1,29 por cento. SANTANDER BRASIL UNIT recuou 1,41 por cento antes do balanço na quarta-feira.

- MAGAZINE LUIZA subiu 6,4 por cento, entre as maiores altas, seguida por VIA VAREJO, que avançou 5,98 por cento ajudada por relatório do Credit Suisse sobre o setor de varejo com recomendação 'outperform' para os papéis, que já acumulam em 2019 valorização de 29 por cento. RD, por sua vez, caiu 3,09 por cento, com os analistas do CS classificando as ações com 'underperform'.

- CIELO avançou 4,87 por cento, mesmo após a maior empresa de meios de pagamentos do país estimar queda de até 30 por cento no lucro em 2019, um dia após divulgar queda de 30,6 por cento no lucro do quarto trimestre.

- MRV caiu 2,55 por cento, após reportagem do jornal Valor Econômico de que empresas conseguiram emplacar, em segunda instância, uma nova tese contra a cobrança do adicional de 10 por cento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O FGTS é a principal fonte de financiamento habitacional.

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