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Ibovespa cai a menor nível em mais de um mês; bancos pesam

7 out 2019
17h12
atualizado às 17h58
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A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda nesta segunda-feira, com ações do setor financeiro entre as maiores pressões negativas, em pregão também marcado por expectativas para negociações comerciais entre Estados Unidos e China na semana.

Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo 
10/09/2015
REUTERS/Paulo Whitaker
Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo 10/09/2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Principal índice de ações brasileiro, o Ibovespa caiu 1,93%, a 100.572,77 pontos, menor fechamento desde 3 de setembro. O giro financeiro da sessão somou 13,4 bilhões de reais.

No exterior, reportagem de que Pequim estaria cada vez mais relutante a aceitar um acordo comercial amplo buscado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, minou a confiança de investidores a poucos dias de nova rodada de conversas.

As negociações entre os dois gigantes econômicos estão marcadas para começarem na quinta-feira. Sinais contraditórios sobre o andamento das conversas têm adicionado volatilidade aos mercados e receios com a desaceleração da economia global.

"Existe grande incerteza em torno do resultado das conversas e os mercados deverão agir prontamente a qualquer novo desenvolvimento", afirmou a Guide Investimentos.

"A expectativa que predomina é de mais uma semana de volatilidade ... principalmente após dados de atividade terem decepcionado na semana passada e reforçado efeitos negativos do embate sobre a economia americana."

Após o fechamento do pregão, Trump disse que há boa possibilidade de acordo comercial com a China, mas apuração exclusiva da Reuters mostrou que o Departamento Comercial dos EUA vai indicar 28 entidades comerciais e do governo da China em uma lista negra comercial. O departamento confirmou a informação.

Do cenário doméstico, profissionais do mercado financeiro citaram notícia publicada pelo Diário da Amazônia de que o ministro Paulo Guedes deve deixar o governo em fevereiro como fator que ajudou nas perdas. À Reuters, contudo, um fonte da área econômica do governo negou a informação.

Dados disponibilizados pela B3 mostraram saída líquida de mais de 4,38 bilhões de reais do segmento Bovespa nos três primeiros pregões de outubro, reforçando o viés mais cauteloso no mercado secundário de ações no Brasil.

Uma série de ofertas de ações deve ser precificada neste mês, entre elas a da Vivara, na terça-feira, da Helbor, no dia 10, do Banco do Brasil, no dia 17, da C&A e do Banco BMG, dia 24.

DESTAQUES

- BANCO DO BRASIL ON caiu 3,95%, em meio a uma oferta secundária de ações. No setor, ITAÚ UNIBANCO recuou 1,85%, BTG PACTUAL cedeu 2,18% e SANTANDER BRASIL caiu 2,24%.

- BRADESCO PN cedeu 0,64%, mesmo após o segundo maior banco privado do país anunciar proposta de dividendo extraordinário de 8 bilhões de reais, que será avaliada pelo conselho em reunião do próximo dia 17. "Muito positivo", afirmou o analista Marcelo Telles, do Credit Suisse.

- ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON caíram 6,61% e 7,9%. No fim de semana, a Folha de S.Paulo noticiou que o governo enterrou de vez os planos de injetar 3,5 bilhões de reais para tornar a companhia mais atraente para investidores privados.

- VALE ON desvalorizou-se 1,18%, descolada do movimento mais positivo de mineradoras no exterior.

- RD ON subiu 0,62%, entre as poucas altas da sessão, no primeiro pregão após encontro da empresa com analistas e investidores, com o BTG Pactual citando perspectivas melhores para a empresa nos próximos trimestres.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíram 1,28% e 1,56%, respectivamente, apesar da alta dos preços do petróleo no mercado externo.

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