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Ibovespa avança e encosta em 99 mil pontos com Vale e noticiário político

11 jun 2019
17h06
atualizado às 18h12
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O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, encostando em 99 mil pontos, apoiado no avanço de ações de mineradoras diante da perspectiva de novos estímulos na China e noticiário político-econômico nacional.

Bolsa de Valores de São Paulo 03/04/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Bolsa de Valores de São Paulo 03/04/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,53%, a 98.960,00 pontos. O volume financeiro somou 16,9 bilhões de reais.

O pregão abriu já sob influência da notícia de que a China permitirá que governos locais usem os recursos de títulos especiais para importantes projetos de investimento, incluindo estradas, oferta de gás e energia e ferrovias.

No começo da tarde, contudo, o Ibovespa acelerou os ganhos e tocou máximas da sessão após a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovar crédito extra para o governo contornar a regra de ouro.

De acordo com o analista de investimentos Felipe Silveira, da corretora Coinvalores, a bolsa tem respondido muito mais ao noticiário doméstico do que a fatores externos e o acordo e votação na CMO trouxeram ânimo aos negócios.

Embora tal desfecho não necessariamente paute os próximos movimentos relacionados à reforma da Previdência, ele acrescentou que trouxe algum alívio. "Se não tivesse um acordo seria bem negativo", avaliou.

Silveira ressaltou que a pauta de reformas, capitaneada pela da Previdência, ainda é um ponto de incertezas, principalmente para o investidor estrangeiro, mesmo que os sinais sejam de que caminha na direção esperada no mercado, o que explica a suscetibilidade do pregão ao noticiário de Brasília.

DESTAQUES

- VALE subiu 6,4%, maior alta diária desde janeiro, em meio ao noticiário chinês e disparada dos preços do minério de ferro na China, que contagiou também CSN, que avançou 5,7%. O analista Pedro Galdi, da corretora Mirae Asset, destacou que o anúncio chinês significa maior demanda por aço, logo, minério de ferro, em um ambiente de oferta global da commodity já reduzida pela tragédia causada pela Vale em Brumadinho (MG) em janeiro. A notícia, segundo ele, é benigna para as siderúrgicas Usiminas e Gerdau produzem suas necessidades de minério, mas beneficia mais a CSN que exporta o excedente.

- PETROBRAS ON avançou 2% e PETROBRAS PN valorizou-se 1,9%, também reforçando os ganhos, após acelerar a alta com a assinatura com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de um termo que consolida entendimentos entre as partes sobre como deverá se dar o desinvestimento da companhia em seus ativos de refino.

- BRADESCO PN encerrou com variação positiva de 0,46%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN fechou com acréscimo de 0,5%. BANCO DO BRASIL, por sua vez, subiu 2% e SANTANDER BRASIL teve oscilação negativa de 0,05%. O presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou nesta terça-feira que os grandes bancos brasileiros negociam a possibilidade de recuperação extrajudicial da Odebrecht, mas que estão preparados para todos os cenários.

- BRASKEM avançou 3,7%. A petroquímica disse em reunião com o Conselho Estadual de Proteção Ambiental de Alagoas (Cepram) sobre o afundamento de bairros na capital Maceió nesta terça-fera que seções geológicas realizadas pela companhia não evidenciam presença de falhas em Mutange, bem como que a CPRM - Serviço Geológico do Brasil - realizou leitura equivocada de sonares para o Pinheiros, conforme reportagem do Portal Novo Extra. https://novoextra.com.br/noticias/alagoas/2019/06/47538-braskem-afirma-que-cprm-realizou-leitura-equivocada-de-sonares

- AZUL recuou 0,8%, em sessão negativa para companhias aéreas no Ibovespa, com GOL fechando em baixa de 0,3%. Investidores seguem monitorando desdobramentos relacionados ao pedido de recuperação judicial da rival Avianca Brasil e reflexos para o setor no país.

- SABESP caiu 0,55%, engatando a quinta sessão consecutiva de queda, após atingir cotação recorde para o fechamento, em meio a expectativas decorrentes do andamento de projeto de lei que atualiza o marco regulatório do saneamento.

- IRB BRASIL recuou 1,7%, maior queda do Ibovespa. No radar, está uma aguardada oferta secundária de ações da resseguradora pelo Banco do Brasil. No começo de maio, o presidente-executivo do BB afirmou que o banco de controle estatal pretendia vender sua fatia na companhia, mas que não havia ainda data para tal operação.

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