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Ibovespa atinge nova máxima histórica no fechamento, aos 93.613,04 pontos

9 jan 2019
19h08
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Embalados pela perspectiva favorável de uma reforma da Previdência mais contundente aliada a um dia de bom humor nos mercados internacionais, os investidores deflagraram ordens de compra levando o Ibovespa a renovar máxima histórica por mais um fechamento consecutivo nesta quarta-feira, 9. O principal índice do mercado acionário brasileiro fechou aos 93.613,04 pontos, em alta de 1,72% com giro financeiro de R$ 16,4 bilhões. No intraday, o recorde foi de 93.635,82 pontos.

Analistas notam que o movimento altista ocorre sem a presença maciça dos investidores estrangeiros, que ainda ensaiam a entrada na renda variável local. Segundo a B3, em janeiro, os investimentos de não-residentes acumulam saldo negativo de R$ 1,917 bilhão. Nesta quarta, relatório do J.P.Morgan divulgado a clientes traz indicação de compra. No entanto, ressaltam que é importante manter um olho na política e no risco que envolve a execução da reforma da Previdência.

Alexandre Espirito Santo, economista da Órama Investimentos, nota que, em dólares, o Ibovespa já contabiliza alta de 12% apenas nos seis pregões deste ano - considerando os ganhos de 6,51% nominais e uma queda de 4,96% da divisa americana. "Se e quando os estrangeiros vierem vai haver alta importante do índice ao longo do ano."

Do ponto de vista local, fundos de investimento multimercado e de ações compram posições com o noticiário apontando o que acham ser maior probabilidade de a reforma mais importante para o lado fiscal passar. O pregão teve início no positivo, refletindo as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, no sentido de as novas regras contemplarem a capitalização e outras medidas mais duras. Depois, a continuidade da aglutinação de partidos em apoio declarado à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Os partidos que se juntaram ao bloco somam 247 deputados. Para ganhar em primeiro turno, Maia precisa da maioria absoluta dos votos (257). Recentemente, ele disse que a reforma da Previdência é sua prioridade.

Em meio ao positivismo do mercado local, as ações ordinárias do Banco do Brasil destoavam em queda das outras blue chips, fechando com recuo de 0,27%, a R$ 47,80. Os papéis Bradesco PN fecharam em alta de 1,72% e Itaú Unibanco PN em alta de 1,52% e as units do Santander avançaram 1,38%. Já as ações da Petrobras subiram mais de 2%.

Estadão
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