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Honda vai deixar de produzir carros na Argentina em 2020

Montadora produz no país vizinho o utilitário HR-V, também feito no Brasil, e manterá no local só a linha de motos

13 ago 2019
22h09
atualizado em 14/8/2019 às 08h44
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Um dia após o mercado financeiro reagir mal ao resultado das prévias das eleições argentinas, que indicaram o retorno do grupo político da família Kirchner ao governo, a japonesa Honda anunciou que vai parar de produzir automóveis no país a partir de 2020, mantendo apenas a produção de motocicletas.

"A Honda Motor de Argentina S.A., subsidiária da Honda na Argentina que, atualmente, produz motocicletas e automóveis, anunciou que irá descontinuar a produção de automóveis, o HR-V, em 2020 e, com isso, focar suas operações produtivas no segmento de motocicletas", diz em comunicado.

Segundo a empresa, "diante das abruptas mudanças da indústria automotiva ao redor do mundo, a Honda tem buscado reforçar a coordenação e colaboração inter-regional, otimizando alocação e capacidade produtiva de automóveis globalmente".

A Argentina tem enfrentado queda na venda de veículos desde meados de 2018. Neste ano, o tombo acumulado é de cerca de 50%. O HR-V registra retração de 17,4%, com vendas de 4,1 mil unidades de janeiro a julho. A fábrica da Honda, localizada em Campana, tem capacidade para produzir 30 mil carros ao ano em dois turnos. Atualmente opera em um turno.

Consultada, a Honda do Brasil disse que ainda não há confirmação sobre para onde será remanejada a produção do utilitário-esportivo HR-V, que também é produzido no Brasil. Neste ano, o 15º carro mais vendido no País. Na sua categoria está em quinto lugar.

No Brasil, a Honda opera com ociosidade. A empresa tem duas fábricas, uma em Sumaré e a outra em Itirapina, ambas no Estado de São Paulo. Até 2018, quando apenas a unidade de Sumaré operava, a capacidade era totalmente utilizada. Em março, após três anos fechada, a fábrica de Itirapina entrou em operação e as duas passaram a dividir a produção. Cada uma tem capacidade para 120 mil carros ao ano em dois turnos.

Estadão
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