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Hapvida vê crescimento orgânico forte nos próximos trimestres, mantém estratégia de M&A

17 mai 2022 13h20
| atualizado às 14h05
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A maior companhia de saúde do país, Hapvida, espera conseguir recuperar suas margens a partir deste trimestre, com reajustes de planos e um retorno das operações em níveis mais normalizados de custos, após redução nos casos de Covid-19 e gripe que impactaram o grupo no início do ano, afirmaram executivos nesta terça-feira.

A companhia, nascida em meados de fevereiro a partir da fusão da Hapvida com a Intermédica, viu níveis de sinistralidade subir no primeiro trimestre sobre um ano antes, algo que deve ser revertido nos próximos meses, afirmou o co-presidente Irlau Machado Filho em teleconferência com analistas.

"Em função da completa diminuição da Covid-19 e Influenza, estou confiante de que o segundo trimestre terá uma performance muito mais interessante", afirmou Machado Filho.

As ações da Hapvida eram destaque negativo do Ibovespa nesta terça-feira, despencando 16,8% às 13h12, enquanto o índice mostrava ganho de 0,5%.

Além da própria redução dos casos da pandemia, o executivo também afirmou que a empresa tem "expectativa de aumentos relevantes na precificação para voltarmos para níveis mais racionais". Ele citou a estimativa do mercado de que a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) vai autorizar em breve reajuste de pelo menos 15% nos planos de saúde individuais.

Isso é importante para os negócios da antiga Hapvida, disse o co-presidente do grupo, Jorge Fontoura Koren de Lima. Segundo ele, mais de 30% do faturamento desta vertical é atrelado a planos individuais.

Na frente de fusões e aquisições, Machado Filho afirmou que a empresa está em discussões com 20 potenciais alvos de compra no Brasil, incluindo ativos que permitirão ao grupo maior nível de verticalização de serviços.

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