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Guedes encontra Doria e pede apoio para votar Previdência

Ministro quer garantir que os governadores mobilizem as bancadas dos seus Estados no Congresso

21 jan 2019
20h38
atualizado às 20h55
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Hospedados no mesmo hotel em Davos para o Fórum Econômico Mundial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o govenador de São Paulo, João Doria, acabaram se encontrando e conversando rapidamente sobre a reforma da Previdência.

O ministro disse que a reforma é "prioridade absoluta" e pediu ao governador apoio para a votação da reforma no primeiro quadrimestre do ano. Guedes quer garantir que os governadores mobilizem as bancadas dos seus Estados no Congresso para aprovar a reforma.

João Doria será o novo governador de São Paulo
João Doria será o novo governador de São Paulo
Foto: Mister Shadow / ASI / Estadão Conteúdo

Está acertado que o ministro da economia estará no Fórum de governadores, marcado para o dia 26 de fevereiro em Brasília. Ele estará acompanhado do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, que está organizando a proposta que o governo deve enviar ao Congresso no início de fevereiro.

O governador está em Davos para atrair capital estrangeiro e colocar em prática o pacote de desestatização do Estado. O plano de privatizações do governo de São Paulo contempla a venda de aeroportos e novos trechos de rodovias e estradas férreas estaduais.

Doria participará nesta terça-feira, em Davos, do seminário "New Era in Latin America", que terá uma mesa formada pelos presidentes do Paraguai (Mario Benitez), Costa Rica (Carlos Quesada), Colômbia (Ivan Duque), Equador (Lenin Moreno) e Peru (Martin Corneiro).

Discurso

O discurso do presidente Jair Bolsonaro, previsto para amanhã à tarde durante o Fórum Econômico Mundial, terá de 10 a 20 minutos, fará um "sobrevoo" sobre todos os ministérios, mas não detalhará a reforma da Previdência que deve ser enviada ao Congresso pelo atual governo. A antecipação foi feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, ao chegar ao hotel onde está instalado em Davos.

"Dei uma olhada, não é discurso longo, pois não quer fazer uma coisa que seja muito monótona. É um panorama geral, ele vai dar um sobrevoo por todos os ministérios, pois todos os ministros o ajudaram na confecção da mensagem", explicou. Mais cedo, o presidente havia relatado que os ministros corrigiram o discurso que fará amanhã.

Eduardo calculou que o tempo de fala de Bolsonaro no centro de conferência do vilarejo deve durar de 10 a 20 minutos. "Isso é o que eu acho, mas ele pode chegar lá na hora e improvisar", cogitou. Ele descartou que a reforma da Previdência seja evidenciada durante a declaração, argumentando que este é um assunto que remete mais aos brasileiros do que à comunidade internacional.

A reportagem do Estadão/Broadcast lembrou ao deputado, no entanto, que muitos investidores estrangeiros argumentam que precisam saber como será o comprometimento do governo com essa reforma para aplicarem recursos no Brasil. "Todos sabem que a Previdência está nos planos. Eles estão estudando, etc e tal, mas isso é para apresentar lá no Brasil", disse, explicando que nem sobre datas deverá haver alguma informação amanhã.

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Estadão
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