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Greve dos Correios é suspensa, informa estatal 

Paralisação começou na semana passada e suspensão acontece após negociação com TST

18 set 2019
10h23
atualizado às 11h38
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Os funcionários dos Correios, após negociação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), suspenderam a paralisação parcial das atividades da estatal, informou a empresa, por meio de nota, nesta quarta-feira, 18. A greve começou no dia 11 de setembro e foi encerrada às 22h da última terça, 17.

De acordo com a empresa, o fim da paralisação foi a condição colocada para que os Correios aceitassem a proposta do TST de manter cláusulas do acordo coletivo 2018/2019 até 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo colegiado do tribunal.

A proposta do TST foi feita pelo ministro do tribunal Mauricio Godinho Delgado, em audiência de conciliação no dia 13. Na ocasião, ele acatou, parcialmente, pedido de liminar dos Correios para que, durante a greve, 70% dos empregados e dos serviços da estatal estivessem em atividade. A multa, caso não fosse cumprida a decisão, seria de R$ 50 mil por dia. Os Correios solicitavam que 90% das atividades fossem mantidas.

No comunicado desta quarta, a estatal afirma que desde o início da paralisação dos funcionários foi colocado em prática um plano com ações de contingência, para amenizar impactos à população. "Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação e a realização de mutirões nos fins de semana estão sendo adotadas para que o fluxo postal seja regularizado o mais rápido possível. As ações contingenciais continuarão a ser empregadas até que as entregas sejam normalizadas", diz a nota.

O secretário-geral Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentcet), José Rivaldo, explica que a paralisação está suspensa, mas o estado de greve, ou seja, a mobilização, está mantida. "Eu acho que, em um futuro, não muito distante, vamos precisar fazer movimentos até maiores, se continuarem com essa ideia de privatização", diz. "Nós estamos mantendo a mobilização para não perdermos o pique, para não perdermos a pauta principal. Vamos à greve nacional, se continuarem com a privatização", completou.

Em agosto deste ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgou lista de empresas estatais que seriam privatizadas pelo governo. Entre elas, Correios. O presidente Jair Bolsonaro afirmou à época que a estatal de entregas seria a primeira da lista no plano de privatizações.

Estadão
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