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Governo realiza leilão de concessão de 12 aeroportos nesta sexta-feira

Primeira licitação do presidente Jair Bolsonaro vai definir a administração de quase 10% do mercado doméstico

15 mar 2019
04h10
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O primeiro leilão de concessão do governo de Jair Bolsonaro será realizado nesta sexta-feira, 14, a partir das 10 horas, na B3, em São Paulo. A estreia da nova administração nas licitações vai ocorrer com 12 aeroportos localizados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, que hoje respondem por 9,5% do mercado doméstico, com quase 20 milhões de passageiros/ano. No mínimo, o governo vai embolsar R$ 218 milhões com o leilão. Os terminais vão exigir investimentos de R$ 1,47 bilhão nos primeiros cinco anos.

No bloco Nordeste, estão os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE). Nesse grupo, visto como o mais atraentes entre os investidores estrangeiros por causa da proximidade com a Europa, o lance mínimo será de R$ 171 milhões e o investimentos nos primeiros cinco anos, de R$ 788 milhões.

No Sudeste, serão licitados os aeroportos de Vitória (ES) e Macaé (RJ), cuja outorga mínima será de R$ 46,9 milhões. O vencedor desse bloco se comprometerá a investir R$ 302 milhões para melhorar os serviços e infraestrutura dos dois terminais.

O bloco com menor outorga mínima é o do Centro-Oeste, que inclui os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, em Mato Grosso. Nesse caso, o vencedor do leilão pagará no mínimo R$ 800 mil pela outorga, mas terá de investir R$ 386 milhões nos primeiros cinco anos de concessão.

Na disputa pelo três blocos estão dez empresas: as brasileiras CCR, Pátria, Socicam e Construcap; as francesas Vinci e Aéroports de Paris (ADP); a suíça Zurich AG; a espanhola Aena; e as alemãs AviAlliance e Fraport. Entre os estrangeiros, alguns já têm presença nos aeroportos brasileiros. A Zurich tem as concessões de Florianópolis (SC) e de Confins (MG); a Vinci, o terminal de Salvador; e a Fraport atua em duas capitais: Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE).

No lançamento do edital, em novembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ressaltou que, além do valor fixo mínimo, a contribuição inicial (outorga) poderá ser acrescida de ágio por competição. Diferentemente das primeiras rodadas de concessões, as novas ofertas não terão a participação da estatal Infraero.

Estadão
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