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Gol mantém em R$600 mi projeção de investimento em 2018, avalia emissão de ações, dizem fontes

7 dez 2017
17h49
atualizado às 18h46
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A companhia aérea Gol estimou o investimento a ser feito pelo grupo em 2018 em cerca de 600 milhões de reais, mesmo nível do previsto para este ano.

Avião da Gol decola do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro
15/12/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Avião da Gol decola do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro 15/12/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

A empresa também afirmou que deve elevar de 1 a 3 por cento a oferta de assentos em voos no próximo ano e estimou a margem operacional (Ebit) de cerca de 11 por cento em 2018 ante expectativa de 9 por cento neste ano.

A expectativa para a receita líquida é de crescimento de cerca de 6 por cento, para 11 bilhões de reais, com os custos (cask), sem incluir combustível, subindo 7 por cento. A empresa espera que o preço do combustível avance quase 5 por cento, para 2,2 reais o litro.

A Gol também espera uma queda no nível de endividamento em 2018, passando para 3 vezes em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ante uma previsão de 3,4 vezes neste ano.

Já o lucro por ação em 2018 deve passar a uma faixa de 1,20 a 1,40 real por papel ante 0,8 a 0,9 real na estimativa deste ano.

Mais cedo, fontes afirmaram à Reuters que a Gol estuda uma eventual emissão de ações no início de 2018 como forma de reforçar sua estrutura de capital.

A Gol recebeu no terceiro trimestre o primeiro Boeing 737 MAX de uma encomenda de 120 aeronaves feita para a fabricante norte-americana que será destinada à substituição de frota da companhia. Segundo a empresa, o modelo permite voos de maior alcance e redução de consumo de até 15 por cento. Até o fim de 2022, a expectativa da Gol é que 30 por cento de sua frota seja formada por 737 MAX.

A empresa estimou ainda que o indicador de preços de passagens (yield) no atual quarto trimestre deve avançar 5 por cento sobre os três meses anteriores, para 26 centavos de real. Enquanto isso, a projeção de oferta no mercado de doméstico é de crescimento de 2 por cento sobre o terceiro trimestre e no segmento internacional a empresa deverá elevar a capacidade em 9 por cento.

Em novembro, a demanda por voos da Gol subiu 7 por cento sobre um ano antes e a oferta da empresa avançou 2,8 por cento, o que fez o índice de ocupação das aeronaves da empresa subir de 77,8 para 81 por cento.

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