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Giraffas investe em franquias mais baratas e entrega de marmitas

Entre as novidades trazidas pelo Giraffas na fase de crise está a criação de franquias mais baratas, dedicadas a lanches

11 out 2021 05h11
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Em meio às restrições trazidas pela pandemia de covid-19, a rede de refeições Giraffas chegou a ver seu movimento cair 80% em momentos específicos. Entre o fim de 2020 e o início de 2021, o negócio ficou em pé de novo - em fevereiro, o faturamento chegou a 95% do pré-pandemia. No entanto, a segunda onda veio em março e, novamente, a receita caiu 60%. Com a situação voltando ao normal à medida que a vacinação avança, o fundador da rede, Carlos Guerra, tem apostado em inovações para recuperar o fôlego.

Entre as novidades trazidas pelo Giraffas na fase de crise está a criação de franquias mais baratas, dedicadas a lanches. A empresa também desenvolve outra ideia experimental para o delivery: a entrega de marmitas na hora do almoço. São mudanças que Guerra acredita podem ajudar a conter a queda nas receitas. Após faturar R$ 747 milhões em 2019, o Giraffas retraiu 40% no acumulado 2020; agora, pretende chegar ao fim de 2021 cerca de 15% abaixo do pré-pandemia.

Como foi o baque da segunda onda da pandemia de covid-19 para o Giraffas?

Chegamos perto do pré-pandemia em fevereiro de 2021, com 95% da receita (anterior à crise). Mas tivemos um baque violento em março, com a segunda onda, com restrições shoppings - aí o orçamento feito para 2021 foi por água abaixo. A gente tem cerca de 60% das lojas em shoppings. Ainda mais difícil do que o shopping é o retorno das unidades em aeroportos.

Como está o investimento em outros modelos de negócios?

Temos algumas experiências, como uma estrutura para trabalhar com marmitas, somente no delivery. Fizemos um teste em Brasília que foi muito bem-sucedido. São só seis opções de prato, com bom preço. É uma opção para crescer nesse espaço digital. A gente acredita que o delivery veio para ficar e vai operar em outro patamar. É uma oportunidade de a gente aproveitar a estrutura já instalada (para ganharmos mais). Também fizemos uma experiência com lojas menores, que vendem só sanduíches, que ainda está em fase inicial.

Quais são as expectativas para o fechamento do ano de 2021?

Estamos hoje com 380 restaurantes - tínhamos 400 antes da pandemia. Ainda há algumas unidades fechadas temporariamente por alguma circunstância, como uma dificuldade do franqueado em operar. Mas a rede está mais ou menos do mesmo tamanho. Em 2020, tivemos queda de faturamento de 40% em relação a 2019, ano em que chegamos a R$ 747 milhões de receita. Para este ano, a queda deve ser de cerca de 15% (ante o pré-pandemia).

Estadão
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