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Flexibilidade vale mais do que salário para 9 em cada 10 jovens brasileiros, aponta pesquisa

Estudo global da HP com 18 mil profissionais revela que relação com trabalho envolve fatores como uso de inteligência artificial, satisfação, modelos de trabalho e valorização profissional

22 jan 2026 - 17h46
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Mais de 90% dos jovens brasileiros aceitariam ganhar menos em troca de flexibilidade, autonomia e acesso a tecnologia. É o que aponta o Índice de Relacionamento com o Trabalho da HP (Work Relationship Index, WRI) de 2025. A pesquisa ouviu 18,2 mil trabalhadores, incluindo 1,3 mil do País. Somente 20% dos profissionais afirmam se sentir realizados no trabalho. De acordo com o estudo, a principal razão para a piora na satisfação dos trabalhadores é de que as empresas estão exigindo mais e oferecendo menos em troca.

A pesquisa global reuniu participantes em 14 países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Índia, Indonésia, Japão, México e Reino Unido. O estudo englobou 14 mil trabalhadores do conhecimento, 2,8 mil tomadores de decisão de TI e 1,4 mil líderes empresariais.

No recorte brasileiro, a pesquisa indica que os trabalhadores vivem em um contexto de fragilidade emocional e burnout contínuo. No dia a dia, 39% dos respondentes presenciaram demissões, enquanto 71% sentem que as expectativas das empresas aumentaram no último ano.

De modo geral, o País manteve 29% dos trabalhadores intelectuais (consultores, analistas e especialistas) na chamada "zona saudável", acima da média global, que recuou 8 pontos percentuais. Em contrapartida, a parcela de profissionais na "zona crítica" avançou 9 pontos em relação a 2024 e chegou a 34%.

Quando o assunto é a responsabilidade das empresas, os profissionais apontam que propósito, sensação de realização e qualidade da liderança estão diretamente sob a gestão das organizações.

No que diz respeito aos modelos de trabalho, 23% passam mais dias no escritório do que em 2024. Outros 68% gostariam de ir com menor frequência ao presencial.

Com o aumento da inovação no ambiente de trabalho, o relatório indica que as relações mais saudáveis também estão associadas ao uso frequente de inteligência artificial. 88% dos trabalhadores acreditam que a inovação melhora o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. No total, 44% dos profissionais na "zona saudável" utilizam a ferramenta diariamente, contra 21% na "zona crítica".

De acordo com Ricardo Kamel, diretor geral da HP no Brasil, isso se explica porque a tecnologia traz mais qualidade de vida e fluidez no trabalho. A automação também virou uma ferramenta de conexão entre as gerações no escritório, avalia o executivo durante apresentação da pesquisa. "Hoje a IA é um vetor de produtividade", afirma.

Não há temor, pelo menos por enquanto, por parte dos trabalhadores de substituição por máquinas. O receio, segundo Kamel, é outro: "É perder o emprego para quem sabe mexer com IA".

Atualmente, o acesso a treinamentos de IA ainda é desigual, revela a pesquisa. Além da diferença na frequência de uso diário entre líderes e subordinados, o estudo sugere uma redução nos investimentos em capacitação.

No ano passado, 67% dos trabalhadores intelectuais afirmam que as empresas em que atuam oferecem treinamento adequado para o uso de IA. O percentual é inferior aos 79% registrados na edição de 2024.

Como resultado, o estudo conclui que companhias que performam bem concentram 55% dos trabalhadores na "zona saudável". Já em empresas com baixo desempenho, 73% da força de trabalho está na "zona crítica".

Estadão
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