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Como a saudabilidade financeira impacta a vida em família?

Entenda a importância de montar um orçamento familiar

1 mar 2021
11h15
atualizado às 12h05
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Buscar qualidade de vida é uma das maiores metas do ser humano. O que muitos se esquecem é que esse estado de espírito também está associado à saúde financeira e, se mal resolvido, pode impactar diretamente a nossa vida.

Uma família com boa saúde financeira tem mais qualidade de vida, isso é certo, principalmente na questão mental. Quem vive uma vida preocupado, pensando sem dormir por ter de pagar aquela dívida impagável ou aluguel e plano de saúde atrasados, não consegue focar em outros eventos do dia a dia. 

Pode atrapalhar até mesmo a produtividade e os momentos de lazer. 

Segundo o economista e educador financeiro Luís Artur Nogueira, quando falamos de saudabilidade financeira, a saúde mental precisa estar em dia igualmente. Quem vive com a mente estressada, focado nas preocupações financeiras, faz com que esse indicador de saudabilidade despenque drasticamente. 

Nogueira ainda alerta que, nesse momento de pandemia, ainda podem aparecer problemas de saúde causados por estresse. 

Os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o percentual de endividados no País fechou 2020 em 66,5%. O maior patamar de endividamento familiar em 11 anos. 

Por isso, a relevância de ter um orçamento familiar – com mais qualidade de vida, grana em dia e equilíbrio na vida. Para que você consiga viver tranquilamente, a primeira tomada de consciência é conversar sobre grana com a sua família

Foto: Divulgação iStock

É preciso quebrar esse tabu, que segundo Luís Artur Nogueira está enraizado no Brasil. As pessoas têm vergonha e constrangimento ao conversar com os parentes, amigos ou colegas de trabalho sobre grana, dívidas e salário. 

Primeiro passo

Para Nogueira, esse tabu está dentro de casa, onde famílias não sabem qual é a renda total. “O problema é que, quando a família não sabe a sua renda, ela jamais será engajada em um controle de gastos, porque é mais fácil gastar do que efetivamente economizar. E isso dá abertura para o descontrole financeiro”, explica. 

Esse primeiro passo – de mudança de comportamento para a construção de um orçamento familiar – deve ser algo descontraído. Chame a família para uma reunião leve, bem-humorada (pode até levar uma jarra de suco, petiscos e chocolate!). O bate-papo precisa ser algo agradável e não um ambiente de tensão ou formalidade. 

Nessa etapa, é importante entender o quanto a família (isso inclui todos que moram na casa) consegue agregar junta em entradas. Aqui, vale lembrar que, até os “bicos” podem ser somatizados nesta conta. A ideia é ter um panorama geral da renda. 

Foto: Divulgação iStock

Em seguida, faça uma planilha financeira. Você pode usar uma planilha online, aplicativos ou fazer manualmente, num bloco de papel. É lá que você anotará os gastos. Classifique-os por categoria: moradia, saúde, lazer. Se você escolher usar um modelo pronto é só adaptar os itens da planilha com a realidade da família. 

O que colocar nessa planilha? Além dos gastos fixos, você vai criar o hábito de incluir todos os dias gastos diários, até mesmo aquele pão e o cafezinho. 

O educador financeiro Luís Nogueira indica fazer esse levantamento ao longo de três meses. “As famílias vão se surpreender com o resultado porque, muitas vezes, grandes gastos estão em pequenos itens do dia a dia que se tornam grandes no final do mês”, explica. Para descobrir esse tipo de gasto, é só anotar. Prefira fazê-lo em meses que não terão variáveis, como dezembro, época de maiores gastos com presentes.

Com esses cálculos, será possível definir quanto custa o mês da família, e replicar essa média para uma planilha financeira anual. Então, se prepare e anote tudo! 

Essas informações farão parte para uma nova reunião familiar. Nesse momento, todos terão conhecimento sobre a renda familiar. Um exemplo: se o mês da família é no valor de R$ 5 mil reais, mas o gasto foi de R$ 5.400,00 – ou seja, mais alto do que as entradas, as chances de se envolver em uma dívida são maiores. 

Foto: Divulgação iStock

Nogueira explica que independentemente do diagnóstico, se é grave ou moderado, a família que está no vermelho terá que tomar decisões em conjunto. As duas saídas possíveis são: aumentar a renda da família, ter mais pessoas trabalhando ou fazer “bicos” para ter uma renda extra ou identificar esses gastos desnecessários e cortá-los. Dependendo do cenário, será necessário fazer os dois. 

Para a família que está no azul, vale o debate: se está guardando grana suficiente para a poupança ou se está planejando fazer uma viagem. Será que há uma quantidade boa para realizar os planos da família? Se não, vale pensar em formas de gerar mais receita ou cortar as despesas.  

A próxima etapa é monitorar essas decisões e ver se a família está conseguindo cumprir as metas, tanto de receitas quanto de despesas. É importante fazer essa análise e, em caso de resposta negativa, pensar em novas soluções e metas. 

Ao lado dessa mudança de comportamento e construção do orçamento familiar, o educador financeiro sinaliza que a conversa sobre grana precisa fazer parte da educação das crianças – que, a partir de 5 anos, já estão mais familiarizadas com a matemática. A dica está em começar a dar uma mesada para ensinar, desde cedo, o conceito de poupança, guardar dinheiro e fazer escolhas na hora de consumir. 

Para alcançar a saudabilidade financeira, é preciso trabalhar em equipe.

Orçamento familiar é sinônimo de qualidade de vida. Com ele, é possível organizar as finanças e preparar o hoje e o futuro com mais segurança e tranquilidade. 

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Fonte: TC
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