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Exterior positivo permite alta do Ibovespa, mas queda do petróleo limita ganhos

25 fev 2019
11h22
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O clima ameno no exterior permite o início de uma semana em alta do Ibovespa. A informação de que os Estados Unidos adiaram o aumento das tarifas de importações americanas de produtos chineses agradou aos investidores na Ásia e reflete em quase todos os mercados de ações da Europa na manhã desta segunda-feira, 25, bem como sobre os índices futuros das bolsas de Nova York.

Contudo, mais cedo a bolsa de Londres migrou para o campo negativo, coincidindo com a noticia de que o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a reclamar nesta segunda que os preços do petróleo estão "ficando muito altos". As cotações dos contratos futuros também saíram de alta para queda, acentuando a velocidade de retração.

Às 10h51, o Ibovespa subia 0,12%, aos 98.005,37 pontos, após alcançar a máxima aos 98.1889,91. Na sexta, fechou aos 97.885,60 pontos, com ganho de 0,98%. No horário citado acima, as ações da Petrobrás caiam, 0,85% (PN) e 0,96% (ON). Em contrapartida, os papéis ON da Vale subiam 0,74%.

No Brasil, sem a expectativa de novas informações sobre a reforma da Previdência nesta segunda, a estimativa é que o Ibovespa fique mais atrelado ao externo. "O tom lá fora é positivo, mas não deve gerar euforia por aqui", pondera Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora.

O economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada, também acredita que o externo pode manter os ativos brasileiros no positivo à espera de novos sinais da reforma da Previdência. Depois que entrega da proposta foi feita, diz, os investidores avaliam agora a capacidade de articulação do governo e a reação das corporações afetadas, como o judiciário.

"Como tais pontos seguem em aberto, é natural que os investidores sustentem uma postura cautelosa no curto prazo. É fato que a aposta majoritária de aprovação de um bom texto segue como cenário mais provável, mas as incertezas limitam as apostas firmes diante dos preços atuais", pondera Campos Neto.

Além das dúvidas que permeiam a reforma previdenciária, o economista da Tendências ainda acrescenta que, apesar dos avanços dos EUA com relação à China, a agência de notícias chinesa alertou para o risco de novas incertezas nessa fase final de negociação entre os dois países.

A expectativa é de que Trump se encontre com o líder chinês, Xi Jinping, em março após a reunião de cúpula com o presidente da Coreia do Norte.

Estadão
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