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EUA sancionam China por negociar mísseis e aviões com a Rússia

Governo americano congelou ativos de departamento do Ministério da Defesa da China após órgão comprar aeronaves de combate e mísseis com exportadora russa

21 set 2018
02h23
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WASHINGTON - Os Estados Unidos sancionaram o Ministério da Defesa da China por comprar mísseis e aviões militares russos, sendo esta a primeira vez que o governo americano penaliza um órgão estrangeiro por manter negócios com a Rússia. A medida, segundo a administração Trump, é uma forma de aumentar a pressão sobre Moscou e suas "atividades malignas".

O diretor do Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos (DDE), Li Shangfu, e um funcionário de alto escalão do órgão ligado ao Ministério da Defesa foram sancionados pela compra de 10 aeronaves de combate SU-35 em 2017 e mísseis S-400 neste ano com a Rosoboronexport, principal exportadora de armas da Rússia.

A empresa russa integra a lista negra americana desde o ano passado, quando o Congresso aprovou uma lei que prevê a aplicação de sanções econômicas contra a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte. No que tange ao país europeu, as sanções são respostas à "anexação da Crimeia, os ataques cibernéticos e interferência nas eleições presidenciais de 2016 0e outras atividades malignas". Ao todo, 33 pessoas e entidades ligadas ao exército russo integram a lista negra, que tem 72 nomes.

As sanções aplicadas pela Casa Branca congelam os ativos do DDE e de Li nos Estados Unidos e restringe o acesso da departamento a mercados financeiros mundiais ao bloquear as transações de divisas no sistema financeiro americano.

"O objetivo final dessas sanções é a Rússia", informou um funcionário de alto escalão da Casa Branca. "As medidas não buscam debilitar as capacidades de defesa de nenhum país, mas impor custos à Rússia e suas atividades malignas".

Em nota, o Departamento de Estado americano afirmou que "continuará a aplicar a lei" e pediu a todos os países que "reduzam as relações com os setores de defesa e inteligência da Rússia".

A China e a Rússia ainda não comentaram as sanções. //AFP, REUTERS

Estadão

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