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Esteves Colnago vai assumir Secretaria de Tesouro e Orçamento após saída de Funchal

Ex-ministro de Planejamento, Colnago é chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia e tem a confiança de Paulo Guedes

22 out 2021 11h04
| atualizado às 18h50
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BRASÍLIA - O chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Colnago, aceitou o convite para assumir como o novo secretário de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia.

O ministro Paulo Guedes confirmou nesta sexta-feira, 22, a indicação de Colnago no lugar de Bruno Funchal, que pediu exoneração na quinta após mudanças no teto de gastos. Segundo o ministro, o novo secretário especial terá liberdade para escolher o próximo secretário do Tesouro, já que Jeferson Bittencourt também deixou o cargo também na quinta. Bruno Grossi e Paulo Valle são cotados para o Tesouro.

Guedes se reuniu nesta sexta com o presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Economia. A visita, que não estava prevista na agenda do presidente pela manhã, foi considerada um aceno ao ministro, enfraquecido depois de perder a disputa com a ala política pelo teto de gastos.

Na quinta, Guedes perdeu quatro auxiliares por conta da crise. Pediram exoneração do cargo o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e sua adjunta, Gildenora Dantas. Também pediram para deixar o cargo o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seu adjunto, Rafael Araujo.

O Estadão/Broadcast antecipou na noite de quinta que Esteves estava entre os mais cotados para o cargo. Pesou a favor de Colnago o fato de ele ter bom trânsito no Congresso - algo que a equipe econômica precisa muito no momento. Além disso, ele foi ministro do Planejamento no governo Michel Temer, quando acumulou experiência na área.

Colnago é hoje um dos assessores mais próximos a Guedes e atua como chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, cargo responsável pelo relacionamento com parlamentares e a ala política do governo. No início do governo, ele ocupou o cargo de secretário especial adjunto de Fazenda.

É mestre em Economia pela Universidade de Brasília e foi presidente dos Conselhos de Administração da Casa da Moeda, de Recursos do Sistema Financeiro Nacional e de Administração do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Estadão
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