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Estatais seguem voláteis em meio ao atual cenário eleitoral

Até que se tenha clareza sobre os planos do próximo presidente da República, esses papéis devem ser acompanhados de perto pelos investidores

29 set 2018
04h11
atualizado às 11h54
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As ações das estatais devem permanecer voláteis na próxima semana com a aproximação do primeiro turno das eleições. Até que se tenha clareza sobre o que pensa o próximo presidente da República em relação à privatização e à administração das companhias, os papéis devem ser acompanhados de perto pelos investidores.

"Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), os dois candidatos líderes nas pesquisas, têm falado pouco dos seus planos para as empresas estatais, principalmente aquelas com ações negociadas em Bolsa. Isso dificulta a construção de cenários de médio e longo prazos para essas empresas. Em função disso, o que podemos dizer é que as ações de estatais permanecerão voláteis, até que tenhamos a definição de quem será o próximo presidente", diz Sergio Goldman, analista da Magliano Invest.

A sede da Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro
A sede da Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro
Foto: Pilar Olivares / Reuters

A Magliano incluiu na sua carteira da semana Itaúsa, Klabin e Taesa, mantendo Cemig e Ambev. Segundo a corretora, a elétrica pode se beneficiar do resultado da eleição para governador de Minas Gerais. Já Ambev deve ser impactada pelo resultado da eleição presidencial.

Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, afirma que nesse cenário polarizado, as estatais apresentam uma situação "binária", de difícil compreensão. "Isto porque de um lado Bolsonaro, através do seu vice, menciona a possibilidade de privatização, totalmente contrário ao histórico do candidato em seus mandatos, mais voltado ao Estado forte. Por outro lado temos Haddad com indicação, através dos quadros do PT, de controle de preços na Petrobrás, assim como contrário à qualquer privatização, possivelmente refletindo não somente nas estatais mas também em casos já anunciados, como da Embraer-Boeing e da Braskem-Lyondell", diz.

Quanto à Eletrobrás, Suzaki lembra que as recentes melhorias realizadas tanto do lado operacional como explicitamente nos resultados financeiros advém da independência de Wilson Ferreira Jr. na companhia. "A questão do novo presidente fica não somente para o projeto de privatização, estacionado no Congresso, mas quanto à manutenção do atual CEO", diz.

A Planner incluiu as ações do Itaú Unibanco e da Magazine Luiza. Mario Roberto Mariante, analista de investimentos, explica que o banco tem um bom dividendo mensal e deve apresentar um bom resultado financeiro antes da virada de outubro. Já sobre Magazine Luiza, o analista destaca que a varejista vem implementando mais tecnologias ao seu negócio e deve continuar mostrando bons resultados.

A Guide incluiu Cemig, Itaú e Suzano no portfólio. Itaú pode, segundo a corretora, se beneficiar de um fluxo positivo em renda variável. A elétrica foi incluída na expectativa de capturar ganhos com as próximas pesquisas eleitorais.

A Socopa acrescentou EcoRodovias na carteira. "Vemos o papel negociando a 5 vezes o Ebitda estimado para os próximos 12 meses, com potencial de alta de 30%", observa a corretora.

O Santander incluiu em sua recomendação os papéis da Iochpe-Maxion e o Ishare SP500, "que oferece a oportunidade de investimento no principal índice acionário mundial (o S&P 500) e exposição indireta às maiores companhias dos EUA".

Bradesco, por sua vez, recomenda Embraer, Itaú e Gerdau. Na carteira da Nova Futura Investimentos entraram Bradesco, CVC, Embraer e Cteep.

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Estadão

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