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Estados pedem prorrogação de programas de auxílio federais

Secretários de Fazenda de cinco Estados, incluindo São Paulo e Pernambuco, defenderam a extensão para 2021

1 out 2020
13h09
atualizado às 13h13
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Os secretários de Fazenda de cinco estados, incluindo São Paulo e Pernambuco, defenderam a extensão para 2021 dos programas de auxílio lançados pelo governo federal para o enfrentamento da crise econômica gerada pela pandemia.

15/10/2010. REUTERS/Bruno Domingos
15/10/2010. REUTERS/Bruno Domingos
Foto: Reuters

Segundo nota divulgada pelo Comsefaz, comitê que reúne os secretários de Fazenda, os Estados alertaram em webinar realizado na quarta-feira para o risco de prolongamento da crise no ano que vem e frisaram que o auxílio federal tem sido fundamental para segurar a atividade.

"Um componente importante dessa recuperação é o auxílio emergencial, que fornece um apoio para o consumo dos segmentos de menor renda, e isso dá um suporte para a melhoria do desempenho da economia", afirmou o secretário de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O presidente do Comsefaz e secretário de Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu que as medidas de auxílio às famílias e empresas sejam estendidas até os primeiros meses de 2021.

"Já se discute em outros países um segundo momento do pacote fiscal, devido ao risco de uma segunda onda da Covid-19. E aqui deveríamos fazer o mesmo, ou uma postergação (dos auxílios), mesmo que isso implique ainda o aumento do endividamento", disse.

Os secretários do Renê Garcia Júnior (Paraná), Décio Padilha (Pernambuco) e Rogério Gallo (Mato Grosso) fizeram intervenções na mesma linha, segundo o Comsefaz. Os secretários também defenderam uma atuação mais incisiva do governo pela aprovação da reforma tributária.

As cobranças dos secretários ocorrem em meio à indefinição sobre uma possível ampliação do programa Bolsa Família, que seria renomeado para Renda Brasil ou Renda Cidadã.

O governo tem acenado com a intenção de ampliar o programa de transferência de renda para evitar que as famílias sofram uma perda muito grande de rendimentos com o fim do auxílio emergencial em dezembro, mas ainda não chegou a um entendimento em torno das fontes de financiamento.

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