PUBLICIDADE

Especialistas da FGV debatem situação das contas do governo em seminário online gratuito

Evento, marcado para as 10 horas e intitulado 'Como recuperar a credibilidade da política fiscal', é organizado em parceria com o Estadão, com transmissão ao vivo pela internet

24 nov 2021 17h44
ver comentários
Publicidade

RIO - Conhecido no mercado como "âncora" da política fiscal do País, ao oferecer aos investidores da dívida pública e demais agentes econômicos a perspectiva de equilíbrio nas contas do governo ao longo do tempo, o teto de gastos (regra que limita o crescimento das despesas da União, de um ano para o seguinte, apenas à variação da inflação) entrou de vez na berlinda há pouco mais de um mês. De lá para cá, as cotações das ações negociadas na Bolsa despencaram, a taxa de câmbio disparou e economistas correram para revisar, para baixo, as projeções de crescimento econômico para 2022.

Nesse quadro, economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) debaterão, em seminário on-line nesta quinta-feira, 25, os caminhos para a política fiscal nacional. O evento, marcado para as 10 horas e intitulado "Como recuperar a credibilidade da política fiscal", é organizado em parceria com o Estadão, com transmissão ao vivo pela internet.

Se muitos políticos e economistas já lançavam dúvidas sobre o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos, a perspectiva de desequilíbrio ficou clara quando o Estadão revelou que o governo trabalhava numa proposta de pagar parcelas adicionais do Auxílio Brasil (nome do novo Bolsa Família, após uma reformulação) fora do teto - ou seja, com essas parcelas adicionais, os gastos totais superarão o limite. A notícia foi veiculada na noite de 18 de outubro, uma segunda-feira. No pregão do dia seguinte, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, despencou 3,28%. O dólar saltou 1,33%, para R$ 5,59.

Na quarta-feira da mesma semana, dia 20, o ministro da Economia, Paulo Guedes, colocou mais lenha na fogueira, ao declarar que, para bancar o aumento temporário no valor mensal do programa de transferência de renda, como quer o presidente Jair Bolsonaro, seria necessária uma "licença para gastar" R$ 30 bilhões fora do teto de gastos. Com isso, o dólar fecharia aquela semana de outubro com alta de 1,92% ante a cotação de segunda, enquanto a Bolsa terminaria com tombo de 7,1%.

Ao analisar a conjuntura geral da economia, em outro seminário virtual, no fim do mês passado, pesquisadores do Ibre/FGV já haviam ressaltado a importância, para diminuir as incertezas em torno da política econômica, de um acordo, entre governo federal e Congresso Nacional, que desse previsibilidade para o tamanho do rombo nas contas de 2022 e nos anos seguintes. Ao longo deste mês, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precários passou na Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado Federal, mas os números apontam, cada vez mais, para aumento de gastos - não só com o novo Auxílio Brasil, mas também com emendas parlamentares no Orçamento.

Agora, no evento desta quinta-feira, os debates serão travados por especialistas em finanças públicas, como Fabio Giambiagi, economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pesquisador associado do Ibre/FGV, Manoel Pires, pesquisador associado do Ibre/FGV, e Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. A moderação ficará a cargo de Adriana Fernandes, jornalista do Estadão.

Mais informações sobre o seminário: https://evento.fgv.br/credibilidadepoliticafiscal/

Estadão
Publicidade
Publicidade