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Equipe de Bolsonaro prepara medidas para estimular mercado de capitais

Grupo coordenado pelo economista Paulo Guedes estuda desonerações e medidas para aumentar segurança jurídica no setor; plano para a indústria prioriza simplificação tributária

10 out 2018
20h50
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BRASÍLIA - O time econômico da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), coordenado pelo economista Paulo Guedes, prepara estudo detalhado para medidas de estímulo ao mercado de capitais e desoneração dos investimentos no setor produtivo. O diagnóstico é de que é preciso criar condições para o mercado deslanchar num ambiente econômico em que há espaço para uma queda maior das taxas de juros de longo prazo rapidamente.

Ações estão sendo planejadas para as várias modalidades do mercado, entre elas renda fixa corporativa, investimentos em infraestrutura e private equity (que compram participação em empresas). Além da desoneração, o que se discute são medidas para garantir maior segurança jurídica e previsibilidade dos investimentos. O plano para o mercado de capitais deverá ficar pronto nas próximas semanas, segundo apurou a reportagem.

Estão sendo priorizadas medidas de simplificação tributária e redução da complexidade para estimular a produção. Desenhos estão sendo feitos também para diminuir as chamadas obrigações acessórias que as empresas são obrigadas a fazer e que ampliam o seu custo de administração.

Hoje a indústria gasta quase 2% do faturamento só em burocracia relacionada a pagamento de tributos e obrigações acessórias. "Vamos reduzir sensivelmente esse custo, com menos burocracia, simplificação e unificação de tributos e mais automatização", disse ao Estadão/Broadcast uma fonte da campanha.

A avaliação no grupo de Paulo Guedes é que há espaço também para os juros de curto prazo caírem mais e que o mercado de capitais tem que estar preparado para esse novo ambiente. Hoje, a taxa de juros de 10 anos inviabiliza o mercado de capitais, mas tem potencial de queda rápida assim que forem implementadas as medidas para a garantir a estabilidade econômica, sobretudo na área fiscal.

O principal foco e "prioridade zero" são as medidas para garantir um ajuste fiscal "definitivo". Não está definida ainda estratégia política para o envio das propostas de reformas da Previdência e tributária. Vai depender do Congresso. Depois do primeiro turno, o que se avalia pela equipe, é que o resultado as urnas - com o aumento da bancada do partido de Bolsonaro, abre espaço para uma "coalização programática" em torno dos temas mais importantes para a economia, substituindo as negociações no estilo "toma lá, dá cá".

Paulo Guedes montou 26 núcleos temáticos, com a participação de "voluntários" economistas, empresários e até mesmo técnicos do governo. Algumas dessas pessoas estão no exterior, como Luciano de Castro, professor da Universidade de Iowa, que está envolvido em ações para a infraestrutura.

Estadão

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