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Eneva e Petrobras não chegam a acordo sobre preço de Polo Urucu e encerram negociações

28 jan 2022 19h28
| atualizado às 20h43
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A Eneva e a Petrobras informaram nesta sexta-feira que não chegaram a um acordo em torno da aquisição do Polo Urucu pela companhia de energia.

Petrobras no Rio de Janeiro 
16/10/2019 
REUTERS/Sergio Moraes
Petrobras no Rio de Janeiro 16/10/2019 REUTERS/Sergio Moraes
Foto: Reuters

O CFO da Eneva, Marcelo Habibe, disse à Reuters que as partes não conseguiram concordar sobre o preço do ativo, localizado na Bacia do Solimões, no Amazonas.

O preço que a companhia estava disposta a pagar estava "muito distante" do pedido pela Petrobras, afirmou o executivo, sem revelar números.

"Quando olhamos [Urucu], o preço do petróleo estava 47 dólares, hoje está na casa dos 90, caminhando para 100 dólares. O ativo valorizou, mas não acreditamos que vai ficar nesse patamar de preços (...) Comprar um ativo de óleo no ápice [de preço] não faz sentido nesse momento", comentou Habibe.

Ele acrescentou que ainda em fevereiro do ano passado, quando as negociações se iniciaram a Eneva tinha menos volume de reservas de gás e recursos do que tem hoje.

"Nossa estratégia era ser relevante [em gás no Norte], atingimos por outras formas, mais baratas".

No entanto, o executivo disse que a Eneva pode vir a avaliar uma nova oferta por Urucu caso a Petrobras retome o processo de desinvestimento no futuro.

A companhia de energia continuará buscando novas oportunidades de expandir seu portfólio de gás e com as campanhas exploratórias nos ativos, disse Habibe, lembrando que a Eneva viabilizou uma nova termelétrica no Amazonas no leilão de capacidade do governo em dezembro.

Segundo comunicado das empresas, não há penalidades para nenhuma das partes pelo encerramento das negociações.

A Petrobras disse em fato relevante que avaliará as melhores alternativas para o ativo.

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