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Empréstimo a elétricas por Covid-19 atrai 61 empresas e somará R$14,8 bi

6 jul 2020
09h36
atualizado às 14h30
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Uma operação viabilizada pelo governo para conceder empréstimos a distribuidoras de energia devido aos impactos do coronavírus sobre o segmento atraiu adesão de 61 empresas, disse uma diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

REUTERS/Ueslei Marcelino
REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Os financiamentos, que serão concedidos por um grupo de bancos liderado pelo BNDES, poderiam alcançar um máximo de até cerca de 16 bilhões de reais se todas concessionárias aderissem ao mecanismo, que ganhou nome de "Conta-Covid".

"A Aneel encerrou a etapa de adesão à Conta-Covid. Registramos o envio de 61 termos de adesão...o valor total requerido é de 14,8 bilhões de reais", disse a diretora da Aneel Elisa Bastos, em publicação no Linkedin no domingo.

Mais cedo, a elétrica italiana Enel e o grupo Equatorial Energia informaram em comunicados que manifestaram interesse em participar da operação, que visa apoiar o caixa das empresas do setor devido à forte queda do consumo associada às medidas de isolamento adotadas contra a pandemia e ao aumento da inadimplência.

A Equatorial, que opera distribuidoras no Maranhão, Pará, Piauí e Alagoas, informou que todas as empresas acessarão recursos da Conta-Covid, no total de 1,29 bilhão de reais.

A Enel disse que sua distribuidora Enel São Paulo (ex-Eletropaulo) acessará até 1,389 bilhão de reais, enquanto unidades da empresa no Ceará e no Rio de Janeiro tomarão 452,9 milhões e 799,5 milhões de reais, respectivamente.

O empréstimo da Conta-Covid deverá ser quitado pelas distribuidoras em cinco anos, com possibilidade de repasse dos custos de amortização às tarifas, conforme autorizado por medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em abril.

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