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Eletrobras: TCU adia análise de privatização da estatal de energia

Julgamento que ocorreria nesta quarta-feira, deve ficar para o dia 15; antes esperada para fevereiro de 2022, a privatização deve ficar para abril e maio

8 dez 2021 15h54
| atualizado às 17h20
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BRASÍLIA - A análise da privatização da Eletrobras - empresa com enfoque em geração e transmissão de energia - pelo Tribunal de Contas da União (TCU) foi adiada, em derrota para o governo. Poucas horas do início da sessão desta quarta-feira, 8, marcada para as 14h30, o ministro-relator do processo, Aroldo Cedraz, não havia apresentado seu parecer para os demais integrantes do colegiado do órgão e surpreendeu outros ministros com a retirada de pauta.

O julgamento do processo deve acontecer em sessão extraordinária a ser convocada pelo TCU para a próxima quarta-feira, 15. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o ministro havia se comprometido a disponibilizar o voto na tarde de terça-feira, 7, o que não ocorreu. A demora levou alguns ministros a cogitarem um pedido de vista, para que haja mais tempo para entendimento do assunto.

Durante a sessão, o decano do TCU, ministro Walton Alencar Rodrigues, cobrou o julgamento do processo. Cedraz, que ainda não tinha se manifestado sobre o adiamento, disse que o processo foi retirado de pauta porque chegou em seu gabinete manifestações do Executivo e da "sociedade", ainda na manhã desta quarta. "Se Deus nos permitir, o processo volta à pauta na próxima semana", afirmou Cedraz.

A decisão do TCU é aguardada pelo governo com incertezas. Nos bastidores, o Executivo trabalhou para agilizar a votação, sob argumento de que a demora estaria inviabilizando o cumprimento do cronograma da privatização. Antes esperada para fevereiro de 2022, agora a operação está prevista para acontecer entre abril e maio.

Essa é a primeira proposta de privatização aprovada no Congresso durante a gestão de Bolsonaro. Com o aval, o governo deu prosseguimento aos preparativos para emissão de novas ações da empresa, por meio da qual a União pretende reduzir sua fatia na companhia de cerca de 60% para 45%.

A área técnica do TCU já apontou inconsistências nos dados da operação e apresentou uma série de recomendações ao Ministério de Minas e Energia (MME), principalmente relacionadas aos preços de energia estabelecidos pela pasta - o que pode interferir nos valores que serão pagos à União e nas projeções para amenizar as tarifas nos próximos anos.

Estadão
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