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Eletrobras prevê venda de SPEs até novembro; fará concorrência para sócio de Angra 3

13 ago 2019
17h57
atualizado às 18h06
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A Eletrobras espera fechar entre outubro e novembro vendas de fatias que detém em eólicas e transmissoras, ativos que integram as chamadas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), disse nesta terça-feira o presidente-executivo da companhia, Wilson Ferreira Jr..

Wilson Ferreira Jr., CEO da Eletrobras 
29/01/2019
REUTERS/Amanda Perobelli
Wilson Ferreira Jr., CEO da Eletrobras 29/01/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Em entrevista para comentar os resultados da Eletrobras, ele afirmou que há interessados por todos os lotes de SPEs colocados à venda.

Essa é segunda tentativa de venda da participação da Eletobras nessas sociedades. As fatias nas 39 SPEs serão vendidas em seis lotes.

"Temos manifestação de interesse em todos os lotes. Não tive pedido de extensão de prazo por parte de investidores", disse Ferreira Jr. a jornalistas.

"A operação de venda é para este ano e devemos negociar com os 'bidantes' para o fim de outubro e início de novembro", acrescentou o CEO, sem antecipar o valor que pode ser arrecadado.

Ferreira afirmou ainda que até o fim do ano deve ser feita a concorrência internacional para a escolha de um sócio para a conclusão da obra da usina nuclear de Angra 3, parada desde 2015.

Segundo o CEO da Eletrobras, há três opções para a conclusão da obra. Uma delas prevê a entrada de um sócio no capital da Eletronuclear, ficando com uma parcela minoritária nas nucleares Angra 1, 2 e 3.

Outra possibilidade é criar uma SPE específica para a Angra 3 com o sócio sendo parceiro apenas na unidade e tendo no máximo 49 por cento de participação.

A terceira via seria a entrada de um sócio investidor que colocaria dinheiro na conclusão da obra e como garantia teria recebíveis da energia de Angra 3.

"Estamos trabalhando na escolha do modelo, para fazer edital e concorrência com participação do CPPI e ministérios para lançar a concorrência ainda no fim do ano", disse Ferreira.

A previsão atual é que a usina de Angra 3 entre em operação a partir de 2026 e ainda são necessários quase 14 bilhões de reais para finalizar a obra.

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