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Eldorado Papel e Celulose cria órgão de coordenação para cooperação entre sócios

Tribunal Arbitral da companhia estabeleceu criação do órgão para proteger interesses da companhia; medida não substitui outros órgãos de governança

28 nov 2019
14h05
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A Eldorado Brasil Celulose informou nesta quinta-feira, 28, que seus sócios, em disputa arbitral, concordaram em estabelecer um órgão de coordenação para a cooperação entre as partes e decisões consensuais.

O tribunal arbitral determinou a suspensão dos efeitos da extinção do contrato de compra e venda de ações celebrado em 2 de setembro de 2017, e que a J&F não venda as ações da Eldorado de sua propriedade
O tribunal arbitral determinou a suspensão dos efeitos da extinção do contrato de compra e venda de ações celebrado em 2 de setembro de 2017, e que a J&F não venda as ações da Eldorado de sua propriedade
Foto: Eldorado Brasil/Divulgação / Estadão

Criado no âmbito da arbitragem em curso entre a companhia e os acionistas CA Investment (ligada à Paper Excellence) e J&F Investimentos por decisão do tribunal arbitral, o órgão funcionará durante o curso da arbitragem ou até nova decisão da corte.

"Segundo determinação expressa do Tribunal Arbitral, os membros do Órgão de Coordenação deverão sempre observar o interesse da Companhia, e não o interesse dos acionistas que os indicaram". A companhia explica que isso não altera o controle, exercido pela J&F, nem substitui os demais órgãos de governança.

"A Eldorado vê a criação do Órgão de Coordenação de forma extremamente positiva, por ampliar a proteção contra eventuais posições de seus acionistas que possam se opor ao melhor interesse da Companhia", diz em fato relevante.

Será exigida a prévia aprovação do Órgão de Coordenação por unanimidade apenas para a deliberação sobre "Matérias Qualificadas". Em caso de impasse, as partes deverão justificar suas respectivas posições ao tribunal arbitral, que, com base nesse princípio fundamental, decidirá a questão.

O documento também informa que o tribunal arbitral determinou a suspensão dos efeitos da extinção do contrato de compra e venda de ações celebrado em 2 de setembro de 2017, e que a J&F não venda as ações da Eldorado de sua propriedade.

Ontem, como noticiado pelo Broadcast, os dois acionistas da gigante de celulose fizeram depósitos de garantia em dinheiro e ações pelo negócio. A Paper Excellence depositou no Itaú Unibanco o valor de R$ 11,2 bilhões referente à compra dos 50,59% que hoje estão nas mãos da família Batista, que também é dona da JBS. A J&F, por sua vez, também fez a transferência, no mesmo banco, das ações que correspondem ao capital detido pela companhia na empresa de celulose.

Os dois acionistas da Eldorado estão em pé de guerra desde setembro de 2017, quando a Eldorado Brasil foi colocada à venda pelos irmãos Batista, também donos da gigante de carnes JBS. Desentendimentos entre comprador e vendedor levaram a negociação para arbitragem - o caso está sob sigilo e só deve ter um desfecho em setembro do próximo ano.

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